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Vingança Após o Divorcio romance Capítulo 332

LUKE

Minha mente ficou em branco e eu apenas encarei Ethan, porque nós dois havíamos concordado em conseguir ajuda para Nick, e ele mesmo fora quem insistira para que fizéssemos isso. Eu não sabia o que tinha mudado entre então e agora, e me perguntei se eles poderiam ter se encontrado e Nick dissera algo capaz de fazer seu melhor amigo acreditar que ele era um psicopata.

— Luke, por favor, confie em mim. Sei que você tem carinho pelo Nick porque ele é seu sobrinho, contudo não estou inventando absolutamente nada. O que me espanta é não ter percebido antes e, para piorar, você sabe tão bem quanto eu que psicopatas manipulam com maestria, levando qualquer pessoa a acreditar no que eles desejam mostrar.

"Meu Deus! Ele estava falando sério. O que diabos Nick fizera para deixar Ethan tão assustado assim?"

— Acalme-se, Ethan, e me diga o que aconteceu para deixá-lo tão perturbado…

Ele suspirou, abriu e fechou a boca como um peixe fora d'água.

"Ethan já ficara abalado quando vira o estado em que Xander estava, mas não tanto quanto agora…"

— Preciso de uma bebida… Você tem alguma coisa no carro?

Abri o carro, alcancei uma bebida no porta-luvas e logo a entreguei em suas mãos. Ele bebeu em goles generosos e, como se fosse imune à ardência que queimava a garganta, simplesmente deixou o líquido descer inteiro de uma só vez. Bem, imaginei que talvez não queimasse tanto, já que era um bom uísque…

— Até agora, ele não se desfez da pele… — "O quê?"

A sensação era de desperdício, visto que a bebida, que deveria acalmá-lo, parecia surtir o efeito contrário, deixando-o ainda mais confuso. "Eu deveria me render às suas palavras ou simplesmente ignorá-lo e ir embora?"

— Luke, ele ainda guarda a pele do Xander! — "Mas… Que porra!"

— Ah, merda! Ethan, você quer dizer a pele, pele? Aquela que ele arrancou dele? — Minha mente disparou a mil por hora, girando em cenários diferentes e me impedindo de me concentrar em uma única coisa.

— É isso mesmo, e só um psicopata faria algo assim!

"Afinal, por que Nick manteria a pele guardada?" Aquilo soava como a conduta de um assassino em série que preservava lembranças mórbidas dos mortos, e, nesse instante, a única coisa que ecoava em mim era: "O que diabos se passava na cabeça dele?"

— O que ele pretende ao conservar a pele… Qual o sentido de manter algo assim? — Meu estômago se revirou só de pensar.

— Justamente! Ele me disse que aquilo traz paz para ele, mas, sinceramente, quem é capaz de recorrer a algo tão perturbador?

"Aquilo não podia ser verdade!" Porque, se fosse, queria dizer que meu sobrinho estava mentalmente enfermo, corrompido e tão sombrio que chegava a causar medo…

— Luke, e agora, qual será o nosso passo? Durante a conversa, ele parecia pronto para matar outra vez. Por que você nunca me disse que ele foi o responsável pela morte da Sandra?

— Um incômodo! Ethan tentou falar com ele sobre um problema, mas ele não quis ouvir. Mas não se preocupe, eu vou falar com ele e garantir que entenda. — Cortei Ethan antes que ele dissesse algo pior, e ele me lançou um olhar de reprovação, deixando claro que não gostara de eu esconder o assunto da Olivia.

— Tudo bem, é hora de irmos. Ethan, você segue no carro do meu pai, pois está bêbado, e ainda não consigo entender por que decidiu beber logo de manhã. — Ela disse e se afastou, deixando Ethan resmungando algo entre os dentes.

— O que há de errado com você, é médico agora?

Ele franziu o cenho.

— Não se pode taxar o Nick de psicopata sem uma avaliação médica. Até agora, tudo o que disse não passa de suposição! Se Olivia ouvir seu relato, pode, tomada pelo medo, proibir que ele veja o filho! E me diga: acha mesmo que isso seria justo?

Ethan não me respondeu de imediato, apenas ficou me olhando a ponto de me deixar nervoso sem motivo aparente.

— Você não tem senso de urgência, Luke. Nick já matou alguém, esfolou outro vivo, guardou a pele dele e continua olhando para aquilo, fazendo sabe-se lá mais o quê. Você acha que alguém assim merece ter filhos ou estar perto deles?

Naquele instante, percebi que ele estava indo longe demais.

— Se nem sabemos o que está na cabeça dele, pense comigo, podemos correr esse risco?

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