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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 12

Aayush ficou sério:

— Isso é bem complexo, senhor. Já que... não existem provas evidentes sobre o senhor Zadock e a senhora Caliana terem tentado matá-lo. Afinal, com qual objetivo eles fariam isso?

— Ficar com a empresa, óbvio — respondi.

Ele me encarou por alguns segundos:

— Ou a senhorita Maria Fernanda, codinome Maçãzinha, é uma infiltrada brilhante — disse, por fim. — Ou é apenas uma mulher experiente no ramo de babás e que aprendeu cedo a lidar com responsabilidade.

— Mulheres experientes não respondem como ela respondeu.

— Respondem sim, senhor — retrucou Aayush. — Só não do jeito que está acostumado.

Cruzei os braços:

— Ela era a mulher da boate, Aayush. Tenho certeza. Maria Fernanda é a mulher que me dopou na tentativa de... me matar.

— O senhor tem certeza ou simplesmente deseja que seja ela? — provocou ele.

— Ela tem a tatuagem — insisti.

— Um coração no dedo não transforma ninguém em agente secreta, senhor.

— Não. — Inclinei a cabeça. — Mas coincidências em excesso transformam.

Aayush suspirou:

— Então qual é o plano, senhor? Interrogatório? Vigilância? Teste psicológico? Tortura?

— Todos — respondi, sem hesitar.

Ele sorriu daquele jeito que eu odiava, só com a metade dos lábios se movendo, como se rir fosse proibido.

— O senhor deve saber que, se ela for só uma babá… isso provavelmente irá deixá-lo num estado lamentável de culpa.

— Não vou me derreter — garanti.

— Não? — ele rebateu — ter se ajoelhado no chão para pegar o celular dela não seria o primeiro sinal?

— Eu não me ajoelhei. Me agachei. São coisas diferentes.

— Mas... já se ajoelhou para ela antes, numa outra situação, estou certo? — pigarreou.

— Quanta ousadia, Aayush!

— Me desculpe, senhor. — ele endireitou a postura e olhou para um ponto fixo na parede.

— Você era assim com Zadock?

— Não me preocupe ainda mais, Aayush.

— Me perdoe, senhor. Foi só uma galhofa.

O encarei:

— Galhofa? Que porra é essa?

— Seria o que o senhor chama de... zombaria.

— Aayush — alterei a voz e cerrei os punhos — Suma da minha frente. Agora!

O homem saiu rapidamente, sem pensar duas vezes. Sentei à minha mesa e tentei relaxar. Então Maria Fernanda veio à minha mente. Se ela fosse mesmo a mulher daquela noite, a única coisa mais perigosa do que tê-la infiltrada na minha casa… seria não tê-la perto o suficiente para observá-la.

Era hora da prova coletiva. Eu precisava saber como as candidatas se comportariam juntas. Me dirigi até a sala onde seria a próxima etapa e observei minhas Maçãzinhas. Uma estava no celular, concentradíssima. A outra mirava-se num pequeno espelho enquanto passava batom, sendo que os lábios já estavam pintados. Enquanto isso, Maria Fernanda retirava da bolsa um comprimido e engolia.

Peguei meu celular e liguei imediatamente para Aayush:

— Aayush, temos um problema.

— Maçãzinha porta uma arma, tendo passado por todo sistema de segurança, senhor?

— Não, Aayush. É bem pior que isso. Maçãzinha três é doente. Pesquise agora tudo a respeito da doença dela. E atenção: isso não é uma galhofa.

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