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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 209

POV Maria Fernanda

Sono era o meu nome. Eu queria ir embora. Eu devia ir embora. Mas meu corpo não deixava.

Será que Enzo ficaria muito bravo se eu tomasse um banho antes de partir?

Fui para o chuveiro e escorei a testa na parede fria, deixando que a água morna escorresse pelo meu corpo. Acho que eu deveria sofrer. Mas tudo que Enzo me disse parecia tão insignificante.

Eu não via a hora de parir. Mary estava, literalmente, consumindo cada pedacinho de mim.

Eu nunca achei que ficaria com Enzo para sempre. Mas era tão bom se iludir e acreditar que, no fim, o amor sempre vence. De todos os filmes que eu assisti, o casal passava por muitas coisas ruins antes de ficar junto. Como eu e Enzo já tínhamos passado por essa parte há muito tempo, eu sabia que o que aconteceu hoje era o fim definitivo.

Palavras destrutivas foram deferidas. E, por mais que eu estivesse com a mente deturpada, elas ficaram, por sorte, gravadas no meu coração e não na memória.

Eu não senti vontade de chorar. Acho que já tinha sido magoada demais e não esperava nada diferente da forma como tudo aconteceu.

Eu realmente menti para Enzo. E acho que mesmo que não mentisse, qualquer coisa que acontecesse ele sempre desconfiaria de mim.

Sobre Mary: ele jamais tiraria a minha filha de mim. Eu lutaria pela minha filha com as poucas armas que eu tinha. E se fosse necessário, pediria a ajuda de Caliana e Zadock.

Quando saí do banho, enrolada numa toalha, Pietra trazia uma bandeja com frutas, chá e biscoitos amanteigados.

A encarei, confusa:

— Você... não sabe que eu vou embora? — franzi a testa.

Pietra abaixou a cabeça, parecendo triste:

— Sim, eu soube. O senhor Enzo pediu que eu fizesse as suas malas. — apontou para a saída do closet, onde se encontravam duas malas enormes.

— Enzo mandou que eu fizesse uma última refeição? — eu ri, não duvidando.

— Na verdade... eu achei que deveria se alimentar bem uma última vez antes de partir. Aprendi a saber o que é nutritivo para você e o bebê. — sorriu — e sei que, embora a senhora não goste muito, ainda assim come.

— Realmente detesto as frutas. Mas... gosto dos biscoitos. — confessei, indo até a bandeja e saboreando um.

— Fiquei triste com tudo isso. Eu... tentei não gostar da senhora, mas não consegui. — sorriu.

— Será que você poderia... embalar uns biscoitos para viagem? Eu gosto muito deles, mas sei que são caros e não terei condições de comprar.

— Mas certamente o senhor Enzo não deixará que a senhora parta sem nada.

— Eu não me importo com o que Enzo pensa. Eu não quero nada dele.

— Não é muito justo. Não depois de tudo que a senhora passou ao lado dele.

— Ah, Pietra, então você entende tudo que eu passei, não é mesmo? Noites transando sem que ele usasse preservativo, banhos demorados enquanto eu esperava para ele levantar o pau. Sonhos eróticos dos quais eu não conseguia me livrar — suspirei — vai ser bem difícil encontrar alguém que me dê tanto prazer. Ainda assim, não vou desistir.

Ela me olhou por um longo tempo e arqueou uma sobrancelha:

— A senhora... está bem?

— Estou. Quando a minha mãe morreu, eu chorei tanto que acho que as minhas lágrimas secaram. Enzo conseguiu fazer eu derramar as últimas, algumas tristes, outras felizes. — sorri — eu sempre vi isso tudo como um resort de férias. E ninguém mora em resorts. Eles são temporários, um lugar que a gente se diverte, mas quando acaba o tempo, tem que fazer o check-in.

— Eu creio que o senhor Enzo tenha saído. Então acho que não precisa ter muita pressa. Coma alguma coisa antes de sair.

— Eu... acho que não faz uma hora que comi. — ri.

— Quem lhe dará sua maçã fresquinha todos os dias?

— A parte boa é que vou me livrar dessas comidas horrorosas. O café da manhã será de waffles com cobertura de mel e confeitos coloridos. Eu gosto de carolinas e acho que Will poderá fazer para mim. No almoço vou comer batatas fritas com maionese e ketchup — lambi os lábios, sentindo a boca salivar. — e na janta pedirei pizza de calabresa bem gordurosa. E mandarei Enzo Asheton se foder mentalmente todos os dias.

Pietra pegou uma xícara de chá fumegante:

— É um chá com ervas calmantes. Achei que a senhora iria precisar.

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