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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 215

POV Maria Fernanda

Quando chegamos no apartamento, deixei meu corpo cair no sofá confortável, sentindo uma leveza que eu não deveria sentir. Meu pai tinha morrido. Meu marido tinha me expulsado de casa. E eu deveria estar triste, destruída, acabada. Mas não. Algo fazia com que eu não sentisse, com que eu não assimilasse.

Escorei a cabeça no encosto do sofá e fechei os olhos por um tempo.

— Vou preparar um suco para você — ouvi a voz de Michael como se tivesse muito distante — precisa se alimentar.

Abri os olhos com dificuldade:

— Não precisa, Michael.

— Precisa sim. — Will concordou com ele, parado ao meu lado, me encarando.

Os dois me olhavam. E por um segundo eu vi os olhos azuis de Enzo, como se eu fosse obrigada a tê-lo em minhas lembranças o resto da vida.

Me fixei em Michael. E ficamos um tempo nos encarando, sem dizermos nada. A vida era mesmo uma caixinha de surpresas. Ou simplesmente ninguém escapava do “Karma”, conforme as crenças de Aayush.

E pensar que eu sonhei tanto com o que, ironicamente acontecia naquele momento: Michael e eu e um apartamento só para nós, cercado de amor, carinho e cumplicidade.

Tudo foi embora, como sempre. Parece que fui fadada a perder tudo, absolutamente tudo que eu queria, com que sonhava, a vida toda.

Era estranho olhar para Michael e não sentir nada além de carinho, quando por anos eu imaginei que meu futuro seria ao lado dele, como sua esposa.

Me perguntei se um dia eu conseguiria sentir aquilo por Enzo: carinho. Simplesmente carinho. Ou será que não teria espaço nem para esse sentimento?

Michael quebrou meu coração quando escolheu Letícia. E Enzo pisou em cima dos pedaços, transformando-os em pó.

Eu jamais me envolveria com outra pessoa novamente. E nem podia. Eu já não tinha sequer vestígios de um coração para voltar a amar.

— Onde está... Letícia? — perguntei, fingindo um sorriso tranquilo, mas por dentro temendo como seria viver com ela nos próximos tempos.

Michael arqueou uma sobrancelha:

— Eu... não faço a mínima ideia.

Levantei a cabeça, curiosa:

— Como... assim?

— Eu comprei o apartamento para mim. Eu não moro com Letícia, Fê. Eu não menti para você aquele dia quando disse que nosso envolvimento a partir de agora é só por causa da gravidez. Eu posso ter mil defeitos, mas não quero que o meu filho nasça e cresça sem a minha presença.

— Qual a certeza que você tem de que o filho é seu? — Will foi direto.

Michael abaixou a cabeça um tempo e a respiração ficou mais acelerada. Quando voltou a nos encarar, a voz foi de arrependimento:

— Eu... realmente dormi com ela depois de saber que fui traído. E tenho certeza de que é meu, porque infelizmente o teste de paternidade deu positivo.

Mordi o lábio inferior, sentindo a superfície áspera que começou a surgir nas últimas horas. Minha boca ficou seca, mas preferi esperar alguns minutos para beber toda a água do mundo.

— Não te julgo. — falei — Sentimentos são algo bem estranho — forcei um sorriso.

— Não houve sentimentos — ele respondeu de forma séria. — recaída sexual mesmo.

— Ah, não! — Will se manifestou, com um tom de sarcasmo — com mais de 4 bilhões de mulheres no mundo você quis “dar uma” e escolheu a sua ex, que é uma vagabunda?

Eu poderia ter tentado conter Will e a sua “sutil” sinceridade. Mas meu irmão estava tão certo no que disse que não tinha como criticá-lo.

Michael riu, sem humor:

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