Will sentou-se na cama e alisou meu rosto, ajeitando alguns fios de cabelos que encobriam meus olhos:
— Meu amor, você não é culpada da morte do nosso pai. Nem se quisesse, você seria capaz de ferir alguém. Levando em conta que Enzo Asheton ainda está vivo, você é um anjo.
— Will, foi o Papai Noel.
Will riu:
— Bebê, você precisa descansar um pouco. Não estamos nem perto do Natal.
— Papai Noel que empresta dinheiro. — tentei ser mais precisa.
Will franziu a testa:
— Ok, eu não quero mandar te internar, bebê. Farei o possível para não chegar nesse extremo, porque tenho quase certeza de que seu boy Redbull estará lá no sanatório, já que ele não b**e bem da cabeça também. Eu nunca pensei que loucura fosse contagioso.
Levantei com dificuldade e apertei as mãos de Will entre as minhas:
— Marcondes ameaçou que mataria o nosso pai.
Ele riu:
— Fê... você já pagou a dívida, lembra? Sei que o seu raciocínio está devagar e sua mente pregando peças... mas eu garanto: você pagou o agiota.
— Mary está se alimentando do meu cérebro, Will e isso ambos sabemos. Mas vez ou outra ela come tanto que vomita. Então vem alguns lapsos do que ela levou. Sim, eu paguei o agiota. Mas ele não lembra.
— Sim, ele esquece e — Will arregalou os olhos — Ele esqueceu que você pagou?
— Sim — abaixei a cabeça, desolada — Ele esquece algumas dívidas que não pagaram, mas, para pessoas azaradas como eu, ele não lembra que já recebeu.
— Não... isso não faz sentido. Você pagou, bebê. Pegou seu primeiro salário inteiro e pagou aquele filho da puta sem memória.

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