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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 227

— Com qual objetivo Pietra me dopou na empresa?

— Naquele dia havia entrevista para secretária. E eu estava lá. Ela levou em conta que cada candidata passava por você antes da etapa final.

— Você iria me seduzir dopado? — eu ri, não acreditando — acha mesmo que eu ia te foder na minha mesa, na minha empresa, e depois acreditaria que você estava grávida de mim?

— Não foi isso que aconteceu com Maria Fernanda? — ela arqueou uma sobrancelha, em tom de deboche.

Peguei-a novamente pelo pescoço:

— Você não é a Maria Fernanda e nunca será. Bote isso na sua cabeça, porra! — gritei.

Respirei fundo, tentando não a matar ali mesmo, na frente de todo mundo. Continuei, tentando manter a minha sanidade:

— E por que mesmo não transamos e você não engravidou de mim?

— Porque a reunião acabou se estendendo demais — Aayush desconfiou — e por esse motivo o senhor não participou da seleção de secretárias naquele dia. Fomos embora tarde... e no caminho o carro estragou e... o senhor entrou na boate e conheceu Maria Fernanda.

— Então minha tia viu que você estava desesperado procurando a mulher daquela noite, porque não lembrava do rosto dela. E... ouviu que a pessoa que você buscava tinha uma tatuagem de coração no dedo anelar e uma maçã mordida na bunda. — ela seguiu — e eu fiz as tatuagens, para que o senhor me confundisse com ela. O que não planejamos é que a própria Maria Fernanda apareceria naquela entrevista. E... muito menos que já estivesse grávida, estragando todos os nossos planos.

Juro que eu tentava ser forte. E eu realmente era como uma rocha. Mas ouvi-la falar da mulher que eu amava daquele jeito, como se ela só fosse um problema que surgiu no caminho, o qual se livrariam, me deu náusea.

— Seus cabelos — olhei-a — mesmo corte, mesma cor do de Maria Fernanda. Como?

— Minha tia ouvia tudo, quando não do senhor, através de Aayush, que buscava desesperadamente a mulher, dando todas as características, a cada ligação. Pintei meus cabelos, cortei como imaginávamos que era o de Maria Fernanda. E me tornei quase ela.

— E onde entra Davi nessa história? Por que ele foi dopado?

— Você tinha acabado de viajar. Sabíamos que Maria Fernanda iria atrás do menino, por não confiar em mim para cuidá-lo. A parte de Davi fazer a barba não teve nada a ver com os nossos planos. Como iríamos imaginar que o garoto se barbearia logo depois de ter ingerido Zolpidem? Mas já estávamos planejando o tombo da escada... desde que descobrimos sobre o bebê. Eu... tentei convencer Pietra a poupar o bebê. Mas não consegui. O objetivo dela era claro: fazer Maria Fernanda perder o bebê e me dar espaço. Mas, assim como Davi ter se barbeado naquele dia foi um acidente não planejado, também não contávamos com o fato de Maria Fernanda estar esperando dois bebês.

— Vocês mataram um dos meus filhos. — gritei, batendo a mão no balcão com tanta força que senti os nós dos meus dedos arderem.

— Sinto muito. De verdade. Essa parte do bebê, achei bem cruel.

— Você pode sentir. Mas isso não significa que eu sentirei pena de você quando decretar a sua pena. No meu mundo, eu sou o justiceiro.

Shirley estremeceu de leve. Mas manteve-se firme:

— Como eu estava com Davi nos braços, sabia que Maria Fernanda jamais me acusaria, porque ela sabia que eu não a empurrei. Pietra providenciou as falhas nas câmeras de segurança e deu o empurrão. O que não contávamos era que todos fossem parar no hospital. Nem que o senhor a acusaria e cairia no meu jogo tão fácil.

Aquelas palavras me quebraram totalmente. Senti o suor escorrendo pelas minhas têmporas e costas.

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