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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 229

POV Enzo

Eu imaginei que seria daquele jeito. Eu, no lugar dela, também não me perdoaria. Maçãzinha só falsificou um exame. E eu a acusei desde que a conheci de ter me dopado, de ter dopado meu filho, de ter sido relapsa com Davi naquele dia em que viajei.

Acho que, no meu interior, eu sempre soube que não era ela. Mas desconfiar era o que me fazia não me entregar totalmente. Aliás, eu sempre tive entregue ao que sentia por ela. Mas nunca quis admitir.

— Maçãzinha... eu realmente sinto muito.

— Não sinta — ela disse friamente — eu não te odeio.

— Não? — fiquei até esperançoso.

— Não. Eu te desprezo.

Na minha opinião o “desprezo” era melhor do que o “ódio”. Então havia ainda um pingo de esperança.

Engoli em seco. Talvez não fosse a hora de forçá-la a me aceitar de volta. Aliás, algum dia “seria hora” de exigir dela o que eu nunca fui capaz de dar?

— Sobre Mary... — olhei para sua barriga, sabendo que ali estava um dos seres humanos mais importantes da minha vida.

— Eu não vou te entregar a minha filha, Enzo Asheton.

— Eu... — nunca faria aquilo. Só a ameacei porque naquele momento que descobri a mentira me pareceu a única forma de fazê-la reagir.

— Nem que eu tenha que pedir ajuda a Zadock. Jamais deixarei que me tire a minha filha.

Zadock! Pelo visto, em meio ao caos e tristeza, ele era o mais requisitado.

— Eu não vou tirar a nossa filha de você.

— Claro que não! Não passou pela minha cabeça que você conseguiria. — ela sorriu, com escárnio.

Eu merecia. E sabia que merecia. Maria Fernanda podia me espezinhar, me humilhar, quebrar o meu coração mil vezes. Ainda assim não seria o bastante.

Tentei tocá-la, mas ela se afastou como se eu tivesse uma doença contagiosa. Fiquei com a mão no ar. Depois baixei lentamente.

— Ao menos me deixe te dar uma casa confortável para que possa morar com a nossa filha.

— Não quero nada de você, Enzo.

— Você não tem uma casa. Não pode morar com Michael para sempre.

— Por que não? — ela provocou — Se eu e ele nos casarmos, moraremos juntos.

Cerrei os punhos. Respirei fundo. Mas me contive. Apesar do ciúme doentio que eu sentia por ela, sendo que até o lençol que a cobria me irritava, pois tocava sua pele de uma forma que talvez eu nunca mais tocaria, tentei ser forte:

— Mesmo que você more com outro homem, ainda assim minha filha merece uma casa confortável.

Ela mordeu o lábio e não disse nada. Só o fato de olhar de Maçãzinha voltar a brilhar, eu já me senti satisfeito. O olhar vago dos últimos tempos me atordoava. No fim, mesmo sabendo que tudo estava errado, eu segui com minha paranoia. E não segui meus instintos.

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