Ela estava no fundo da piscina, tentando desesperadamente subir à superfície. A segurei com força, puxando-a comigo.
A piscina era profunda do ponto onde elas haviam saltado. Mas tinha a parte rasa, que ficava do outro lado. Fui andando com Maçãzinha no colo, suas mãos ainda envolvidas no meu pescoço, a respiração acelerada, como se ainda buscasse ar.
Caralho, por que eu não conseguia parar de olhar para ela? Por que ela olhava para mim? Por que eu me sentia tão apavorado?
Enfim, ou melhor, por azar, cheguei ao final da piscina. E estávamos ali, eu com ela no colo, parados em frente ao jardim. Por que mesmo eu saí tão rápido da piscina?
Era agora que eu a soltava? Ou a segurava e mandava Aayush chamar uma ambulância, que demoraria e enquanto isso... eu ficaria ali com ela.
Mil coisas passaram pela minha cabeça naquele momento. Entre elas, o quanto aquela mulher era perigosa... não só pelo trabalho secreto que exercia, de assassina profissional, quanto pelo fato de ela mexer absurdamente comigo.
— Senhor... quer que eu... chame um médico? — Aayush interrompeu o momento.
— Você... está bem? — perguntei.
Ela assentiu, tirando rapidamente os braços que me envolviam. Parecia tão atordoada quanto eu. E, um segundo antes de soltá-la no chão, senti seu coração batendo forte demais.
— Maria Fernanda... está tudo bem? — as outras duas vieram perguntar, parecendo preocupadas.
Andei para trás alguns passos, enquanto Mabel e Shirley falavam sem parar.
— Você não sabe nadar? — Mabel questionou.
— Acho que ela sabe — Shirley riu — Mas planejou isso para chamar a atenção. — me olhou, como se precisasse ter a certeza de eu que tinha ouvido.
Claro que sim! Shirley tinha razão. Maçãzinha queria chamar a atenção. E me seduzir, como fez na boate. Ela era boa no que fazia. E, a essas alturas, eu já nem precisava de mais provas de que Maria Fernanda era quem eu procurava. Maria Fernanda Lorenz. Codinome: Maçãzinha.
— Senhor... acho que Maçãzinha não sabe nadar. — Aayush me puxou para a realidade, mais uma vez.
Suspirei:
— Acho que é ela quem procuramos. No entanto, só temos uma tatuagem de maçã aqui. — olhei para a bunda perfeita de Shirley. E depois para a de Maria Fernanda, totalmente coberta com aquele maiô preto que ia até as coxas.
— Senhor Enzo, eu não conheço muito de tatuagens. Mas... — inclinou a cabeça para o lado, observando melhor a bunda de Shirley — a pele dela está bem... vermelha.
— E o que isso quer dizer?
— Aquela tatuagem me parece... recém feita.
— Por que porra ela faria uma tatuagem de maçã na bunda?
— Realmente isso... é bem estranho, senhor.
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