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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 51

POV Enzo

Quando cheguei no quarto de Davi, encontrei-o com Maria Fernanda, ambos deitados no chão, desenhando. Conversavam animadamente, como se fossem íntimos e tivessem convivido uma vida inteira.

Aquela porra atingiu o meu coração feito uma bala de prata. A bala que mata lobisomens. Aquela mulher era como criptonita, porque me envenenava mais a cada dia, cada hora, cada minuto de minha existência.

Eu deveria odiá-la. Ela tinha exposto a porra de um chupão e ainda assim eu estava ali, observando-a como se fosse uma das sete maravilhas do mundo.

Talvez o correto seria admitir que ela podia ser o meu caos, mas era tudo que o meu filho precisava: carinho e cumplicidade. Não que eu não lhe proporcionasse aquilo. A contrário, eu me dedicava totalmente a Davi. Mas eu sabia que ele precisava da presença de uma figura feminina, embora ninguém fosse substituir a mãe que ele nunca teve.

Contratar uma babá foi parte de um plano para encontrar Maria Fernanda, a mulher que possivelmente tinha me dopado naquela boate. No entanto, naquele exato momento, me pareceu a melhor coisa que fiz na vida.

Mesmo que a intenção dela fosse conquistar meu filho para me ferrar... ainda assim Davi parecia feliz. E Maçãzinha não tinha muito o que fazer dentro da minha casa, sendo vigiada pelas câmeras o tempo todo.

Assim que me viu, Maçãzinha levantou-se rapidamente do chão, ajeitando a roupa. Pareceu preocupada com o que eu pensaria daquilo.

— Davi, é hora da troca de babás. A senhorita Lorenz agora precisa descansar. — tentei não focar nos olhos dela, temendo implorar para que ficasse as 24 horas do dia com o meu filho.

Mas eu precisava também ver como Shirley se sairia. E descobrir qual a real intenção daquela mulher dentro da minha casa. Nesse caso, a real intenção que não fosse me seduzir e deixar claro que queria dormir comigo. Ela tinha uma tatuagem de maçã mordida recém feita na nádega. E aquilo era muito mais estranho do que eu ter sido dopado naquela noite.

— Maria não precisa descansar — Davi levantou o rosto na minha direção, ainda não chão. — Ela nem correu. — sorriu para ela.

— Davi, já conversamos a respeito disso. Uma babá para o dia e outra para a noite.

— Eu quero ficar com a Maria.

— Eu... não me importo de ficar, senhor Asheton. — o tom de voz dela era neutro. Em nada parecia a mulher que me desafiou e retirou o lenço para exibir o chupão e me provocar.

Acho que Maçãzinha era bipolar. Ou simplesmente decidiu que o que faria de sua vida era me importunar e tentar me deixar louco, testando minha sanidade mental.

— Shirley fica. Você vai. — falei entredentes.

— Não! — Davi gritou, levantando e cruzando os braços, fazendo birra.

— Sim. — gritei mais alto que ele, irritado.

Maria chegou em Davi em segundos e o abraçou com força, me encarando:

— Não precisa ser dessa forma...

— De que forma você quer resolver? Tirando Shirley de cena? — fui um pouco mais grosso do que eu gostaria.

— Davi, eu prometo que você vai gostar de mim — Shirley se aproximou de meu filho, com a voz lânguida, como se ele fosse um doce e ela uma abelha — só me dê a oportunidade de conhecê-lo melhor... assim como o seu pai fez.

Maçãzinha me olhou imediatamente e mordeu o lábio. Seus olhos denunciavam a fúria. Ela tinha ciúme! Se não era ciúme, eu não sei o que significava aquilo.

Eu ri:

— Sim, Davi... Shirley é incrível. E você vai gostar muito dela. É habilidosa... e solícita.

Shirley me encarou e sorriu. Eu sequer lembrava do que falei com ela horas antes, somente para provocar Maria Fernanda. Mas eu podia apostar que ela era bem habilidosa com a língua. E solícita com sua boceta. Mas não era algo que me interessava. Era linda, mas o tipo de mulher que não faria meu pau levantar. A não ser que... a comesse de costas e imaginasse que era Maçãzinha. Afinal, eram quase iguais. A diferença é que Maria Fernanda era a original. Ela a cópia.

Eu só precisava ver a maçã. E assim que isso acontecesse, tudo estaria resolvido. Da minha forma, é claro. Mas enquanto eu não comprovasse, não poderia seguir com o plano. Não queria ferrar com a pessoa errada.

— Vamos lá, Davizinho. — Shirley seguiu — vamos brincar e depois dormir.

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