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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 57

POV Maria Fernanda

— Louco! Lunático! Doente! Neurótico! E depravado! — saí falando sozinha, praguejando Enzo.

Passei por Shirley, que estava sentada no sofá, com as pernas para cima, como se estivesse em casa.

Sim, pelo visto todos estavam em casa. Menos eu.

Assim que cheguei no quarto, abri a mochila e comecei a jogar as minhas coisas para dentro. Para manter minha sanidade, eu precisava deixar a porra daquela casa.

Senti o coração apertado ao lembrar de Davi, mas eu não podia fazer nada para ajudá-lo. Se o pai dele tinha um ataque porque lhe dei batatas fritas, imagine o que faria se, acidentalmente, eu não pudesse proteger o menino de alguma coisa.

Shirley, fazendo tudo errado, era a preferida de Enzo. E não, eu não queria ser a preferida. Eu só queria... que ele parasse de me atormentar... por três semanas. Três malditas semanas era tudo que eu precisava. E não consegui aguentar. Porque eu era uma idiota que fazia tudo errado.

Olhei brevemente pela janela antes de sair e não vi Davi e Enzo na área da piscina. Por que ele se jogou na água se não para nadar com o filho?

Doente mental. Era aquilo que Enzo era. Um doente mental lindo, sexy e gostoso. Mas ainda assim um doente mental.

Quando fui botar meu celular no bolso, o aparelho vibrou com uma mensagem. Era Will.

@Will_ Más notícias.

@MFê_ Jura?

@Will_ Papai não está bem.

@MFê_ Como assim? O que ele tem?

@Will_ Depressão nível hard.

@MFê_ Porra!

@Will_ E o pior você não sabe.

@MFê_ Se você não contar, realmente não tenho como saber. Pode ser mais específico e menos autor de suspense barato?

@Will_ Ele foi chamado naquela porra nos Estados Unidos.

@MFê_ O tal experimento estranho?

@Will_ Sim.

@MFê_ Acha que devemos deixar o papai ir nessa coisa?

@Will_ Eu pesquisei. O lugar existe mesmo. Mas nenhum telefone atende.

@MFê_ Isso quer dizer que tentou ligar?

@Will_ Pare de se fazer de autora de filme infantil, fazendo perguntas óbvias.

Respirei fundo. Se Will não fosse meu irmão, eu já teria dado um soco na cara dele. O que me confortava é que ele tinha sido achado no lixo e não tinha o mesmo sangue que eu. Ainda assim eu o amava.

@MFê_ e-mail?

@Will_ Você não vai acreditar!

@MFê_ Fala aí, senhor “Premonição”. Ou melhor, “Pânico”.

@Will_ Só cartas. Estilo “Cartas para Julieta”.

@MFê_ Tenho vontade de te jogar na lata de lixo. De verdade. Estamos falando de algo sério.

@Will_ Me diga, como é a lata de lixo, já que mamãe e papai te encontraram lá?

@MFê_ Idiota! Você nunca consegue falar sério?

@Will_ Estou falando seríssimo. Eu mandei uma carta.

@MFê_ Vai levar umas três semanas para chegar e depois outras três para receber a resposta.

@Will_ Levei-o no psiquiatra. E o médico trocou os remédios. Uma paulada.

@MFê_ Você tem dinheiro?

@Will_ Sabe aquele freelancer que descolei?

@MFê_ Você recebeu e foi assaltado!

@Will_ Gastei tudo nos remédios. Agora estamos sem nada.

@MFê_ Hipoteca paga?

@Will_ Hipoteca paga.

@MFê_ Sua vez de prover a casa. Vou mandar mensagem para o papai e tentar deixá-lo menos depressivo.

Pus o celular na cama, junto da mochila. Pelo visto, sair daquela casa não estava nos planos de Deus para mim. Sim, ficar ali mais três semanas até receber meu salário era um problema. Mas esperar três semanas para botar a mão no maldito dinheiro era um problema ainda maior. Eu precisava pagar o agiota. Então por que mesmo eu cogitei sair?

— Orgulho não paga as constas, Maria Fernanda! — falei sozinha.

Quando a porta se abriu, do nada, dei um salto, assustada.

— Com quem você estava falando? — Enzo estava parado dentro do meu quarto, com a roupa encharcada, olhando para o meu celular.

— Comigo... mesma?

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