POV Enzo
Os olhos dela se arregalaram e ficou visivelmente abalada.
— Ma... çã... zinha? — gaguejou.
Maria Fernanda não podia negar. Dava para perceber o quanto ficou assustada com a descoberta do seu plano.
— A tatuagem.
— A... minha?
— Eu lembro da boate, Maria Fernanda. Ou eu deveria chamá-la pelo codinome.
— Co... dinome? — arqueou uma sobrancelha.
— Maçãzinha. — não era óbvio?
— O senhor... usa drogas?
— Tirando o Zolpidem que você usou para me drogar... não, eu não uso nenhuma outra droga.
Ela ficou em silêncio por alguns momentos e depois deitou a cabeça no travesseiro, respirando fundo. Fechou os olhos e ficou ali, deitada, como se nada estivesse acontecendo.
Pus o dedo próximo do nariz dela, para me certificar de que estava respirando. O peito ia e vinha, provando que um coração batia sob aqueles seios perfeitos que imploravam para ser tocados sob a camiseta, a parte de cima do biquíni úmido por baixo me atordoando ainda mais.
— Você... está aí? Está se sentindo mal de novo? — Não tinha como eu não me preocupar.
A ficha de saúde dela estava normal quando foi contratada, no entanto me parecia que Maçãzinha não estava bem de saúde.
— Eu me sinto bem. Só estou esperando para acordar do sonho.
— Que sonho?
— O que o que estou tendo agora, onde o senhor diz que eu tentei dopá-lo com Zolpidem.
— Pois pode abrir os olhos, Cinderela. Não é um sonho.
Ela abriu os olhos imediatamente:
— Não é Cinderela. É a Bela adormecida!
— Corrigindo: pode abrir os olhos, Bela Adormecida. Você não está sonhando.
Ela levantou a cabeça e sentou-se novamente na cama:
— Nessa hora eu queria ser a Branca de Neve, jogada na floresta. Pode mandar Aayush me enfiar na vegetação? Porque essa é a única forma de eu me livrar da loucura que é a sua mente, senhor “ilusão de ótica”.
Ah, sim, ela também lembrava! Perfeitamente!
— Não adianta fingir que passa mal cada vez que sente encurralada, Maçãzinha.
Ela riu:
— Espera aí... se eu sou uma... vejamos... agente secreta? Assassina? O que você prefere?

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