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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 61

POV Maria Fernanda

Eu não era obrigada a ir à formatura de Michael. Ainda assim, achei o mais correto a fazer. Nossas famílias eram amigas de longa data e não seria de bom tom deixar o senhor e a senhora Kavanag chateados, porque eu sabia que eles gostavam de mim.

Meu pai estava incrível num terno emprestado do senhor Kavanag. Suspirei, enquanto o observava na fileira da frente, juntos dos amigos que cultivou, com a minha mãe, uma vida inteira.

Eu achava que Michael e eu teríamos aquela mesma cumplicidade para sempre. Mas ela se perdeu precocemente. Meus planos de tornar os laços de família ainda mais estreitos, através do casamento, não deram certo. E nem os dele, de termos uma amizade eterna.

Senti um beijo estalado na minha bochecha. Olhei para Will, que entrelaçou os dedos nos meus e disse:

— Está tudo bem? — o olhar voltou-se para Letícia, sentada ao lado dos pais de Michael.

— Tudo ótimo. Isso não me abala mais. É sério. Mas... são tantos anos que Michael e eu vivemos juntos e compartilhamos muitas coisas... alguma boas, outras nem tanto. Talvez eu esteja sendo um pouco dura com ele.

— Como assim?

— Ninguém é obrigado a gostar de ninguém. Eu gostei de Michael e hoje vejo que exigir que ele sentisse o mesmo foi egoísta de minha parte.

— Ah, sim... o chupão que ele lhe deu para prejudicá-la também me soou um pouco egoísta. Egoísta porque quis ferrá-la com seu namorado imaginário.

— O namorado nem existe de verdade, Will.

— Não! Eu não acredito que você esteja justificando a porra da atitude de Michael.

— Eu não justifico mais nada, Will. Tenho uma agiota para pagar em menos de 20 dias e sequer tenho um emprego. Já mandei dezenas de currículos e ninguém me chamou até agora. Se eu estou morrendo de saudade de Davi e Enzo? Sim, estou. Mas é hora de tomar vergonha na minha cara. O meu não-relacionamento com Enzo Asheton é tóxico. Sem contar... — alisei meu ventre — você sabe que não posso seguir com isso.

— Não passa pela sua cabeça contar a verdade? Enzo acha que você o dopou e sim, isso é bem insano, mas... ele te beija, te deu carona, parece de alguma forma... gostar de você.

— Ele é um bilionário. Eu a babá do filho dele. Aquele encontro casual que tivemos no banheiro gerou um filho. O paranoico acha que eu o dopei, atentei contra sua vida ou algo do tipo. Acha mesmo que Enzo acreditará que a gravidez não foi planejada? Se em momento algum eu cogitei interromper essa gravidez, não passa pela minha cabeça perder o meu filho para Enzo. Eu... mal conheço esse homem!

— Eu gostaria de fazer um agradecimento especial — me fitou com carinho — a uma pessoa que esteve do meu lado ao longo de todo o curso. Mesmo quando não tinha chegado à mesma faculdade que eu, Maria Fernanda me dedicava boa parte do seu tempo, me ajudando com as disciplinas que eu tinha dificuldade...

Ah, sim. Um agradecimento por ter sido a professora particular dele! Eu deveria achar fofo? Talvez. Deveria me sentir grata por ter sido mencionada no discurso nada caloroso? Não.

— Essa mulher não só me fez aprovar em cada disciplina. Ela me fez sorrir, quando eu tinha vontade de chorar. Me proporcionou diversão, mesmo quando eu planejava ficar trancado no quarto num final de semana tendo companhia somente nos livros. Ela esteve lá... mesmo quando eu pedia que não estivesse. E eu sou grato, não só por Maria Fernanda ser meu apoio, mas também pelo fato de eu tê-la na minha vida. E... desejo, do fundo do meu coração, que isso que temos seja eterno. Só não quero que ela seja minha paciente — todos riram — porque isso significa que minha “parceira de crime” e melhor amiga estaria com algum problema.

— Que linda declaração do seu namorado — a mulher ao meu lado sussurrou, sorrindo.

— Ah, ele não...

Antes que justificasse, Michael seguiu seu discurso:

— Mas nada teria acontecido... e eu não estaria aqui, neste lugar, falando com vocês, se a minha namorada, Letícia, não tivesse pago a minha faculdade, de forma anônima...

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