Caliana respirou fundo:
— Não era para sair dessa maneira.
— Eu sei.
— A nossa intenção foi boa — Caliana tentou se convencer. — Enzo precisava sair daquele modo… fechado, paranoico, vivendo como se todo mundo fosse um inimigo em potencial.
— Relaxar e conhecer alguém — completei, num tom neutro. — Só isso.
Caliana soltou uma risada:
— Relaxar não é apagar.
A encarei, de forma séria:
— Objetivo cumprido em parte. O senhor Enzo se apaixonou. Mas alguém realmente tentou dopá-lo naquela noite.
— Não tem a mínima possibilidade de ter sido ela?
— Não, nenhuma possibilidade. Eu já verifiquei toda a vida de Maria Fernanda Lorenz. É uma pessoa comum. Não comum como nós. Comum no mundo dela. E não tenha a mínima ideia de como ela reagirá quando for sugada para o mundo do senhor Enzo.
— Não era para ser ela. Sabemos disso. O nosso plano foi bem falho, para dizer a verdade. A intenção era que ele conhecesse alguém de sua classe social.
— O senhor Enzo sempre teve um padrão para mulheres. E sempre foi bem exigente.
Caliana riu:
— E desde quando alguém que comeu Amanza é exigente?
— Bem... o senhor Zadock... também...
Ela levantou a mão, exigindo que eu não terminasse a fala.
— A questão agora é simples: se eu consegui me adaptar ao mundo sombrio de Zadock, ela não terá dificuldade de entrar no mundo paranoico de Enzo.
— Será? — arqueei uma sobrancelha.
— Me parece que você gosta dela.
— Não... eu não... de jeito algum, senhora Caliana.
Caliana franziu a testa e depois riu:
— Eu não quis dizer dessa forma, Aayush. Me refiro a gostar... como gostou de mim.
Suspirei, aliviado. Nem eu admitia os sentimentos que começava a desenvolver por Maria Fernanda. Só faltava Caliana, em minutos, desvendar o meu segredo.
— Acha que perdemos o controle, Aayush?


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