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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 64

POV ENZO

— Senhor Enzo — Aayush entrou no escritório com o tablet em mãos — confirmei que Michael Kavanag e sua família tem laços com os Lorenz desde sempre. Ou seja, provavelmente Michael Kavanag, que é noivo de Letícia Amaral, — leu os nomes para não errar — é apenas um amigo de Maçãzinha.

Por algum motivo, senti um alívio dentro de mim. Quando Maçãzinha deixou a casa de praia na semana que passou, tudo que imaginei foi que tivesse ido embora por causa do desgraçado que estava esperando por ela naquela noite depois que a deixei em casa. E certamente era o responsável pelo chupão. E que tinha o coração no dedo.

— E se eles forem amigos coloridos? Parceiros de foda?

— Isso eu não tenho como confirmar, senhor. Coisas que são feitas entre quatro paredes ultrapassam a minha capacidade de... investigação.

— Por que eu fico tão em dúvida, Aayush?

— Se ele tem uma noiva... a possibilidade de ser somente um amigo comum e não um... “parceiro de foda” de Maria Fernanda... é a mais provável.

— A minha dúvida é sobre Maçãzinha ter me dopado naquela noite. Tudo conspira contra ela... no entanto... eu não quero acreditar.

— Bem... a Maria Fernanda pagou a faculdade de Michael Kavanag.

Levantei os olhos na direção de Aayush, perplexo:

— De onde ela tirou dinheiro?

— Do... trabalho dela?

— Que trabalho? Ela era babá freelancer, de finais de semana.

— O salário não é ruim, senhor. Claro que não é nem de perto o que o senhor se propôs a pagar. Mas ainda assim... é um bom dinheiro.

Levantei da cadeira e saí detrás da mesa, atordoado:

— Aayush, não tem como Maçãzinha não ser uma pessoa perigosa que trabalha para alguém importante. E é desse trabalho que ela tira tanto dinheiro... inclusive para pagar a faculdade daquele idiota, filho da puta... que está fodidamente... morto. Sim, Michael Kavanag está morto. Mas ainda não sabe disso.

— Senhor Enzo...

Aayush pareceu hesitar. E ele nunca hesitava.

— O que houve, Aayush?

Meu assistente entregou-me o tablet, onde havia um exame de laboratório:

— Eu voltei ao hospital e pedi o exame daquela noite. E... conversei com um especialista. A dosagem de Zolpidem no seu sangue não era alta...

— O que isso significa?

— Isso indica duas possibilidades — explicou. — Ou a dose foi realmente pequena, o que não combina com uma tentativa de doping… ou a substância foi administrada com antecedência suficiente para que parte dela já tivesse sido metabolizada quando o exame foi feito. Nesse caso, o efeito teria ocorrido mais tarde, quando a concentração no sangue já estava em queda, o que explicaria o resultado fraco. Também não se pode descartar uma resposta individual do seu organismo, mais resistente do que a média.

— Que porra... você está tentando dizer?

— Que quando o senhor encontrou Maçãzinha... certamente o Zolpidem já estava no seu organismo.

Meu coração não só acelerou. Ele pulsou tão forte, como se quisesse provar que eu estava vivo. E, caralho, eu só sentia aquilo por ela.

Sorri e peguei o rosto de Aayush com minhas mãos e lhe deu um beijo na bochecha, estalado, com força.

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