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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 65

Ela não correspondeu ao beijo. Mas também não recuou. Ficou ao meu lado, atordoada. E o corpo tremia levemente. Sorri. Será que, assim como Maçãzinha mexia comigo, eu também mexia com ela de alguma forma? O tremor era por minha causa? Tinha algo a ver com a minha presença? Ou era relacionado ao garoto que estava entre nós?

Michael não abriu a boca. Eu detestava tocar em desconhecidos, mas achei de bom tom fazer a mentira valer cada segundo. E imaginei o desagrado dele ao apertar a mão que lhe estendi:

— Sou Enzo Ashton. Namorado de Maria Fernanda.

Foi quando eu vi a tatuagem de coração no dedo anelar dele. E tive vontade de socá-lo até que perdesse todos os dentes da boca. Depois passou pela minha cabeça jogá-lo pela sacada. Logo em seguida, achei que trancá-lo num carro e jogar gasolina me parecia um melhor negócio. Mas sempre me agradou a ideia de amarrar uma rocha ao pé e jogar no rio. Enfim... eu poderia planejar mil formas de matá-lo. E ainda seria pouco.

O garoto engoliu em seco e ficou me encarando. Mas apertou a minha mão. Só para deixar claro o quanto ele era patético e desprovido de força, apertei os seus dedos entre os meus até que ouvisse a sua mão estralar. Quando desvencilhou-se do cumprimento, Michael ficou com a mão direita no ar, observando-a, incrédulo.

Aquilo era só uma amostra do que eu poderia fazer com ele, caso tocasse novamente na minha garota.

Segui segurando a cintura de Maçãzinha, deixando claro que ela me pertencia.

Foi quando uma garota se juntou a nós. Alta, com mais de 1,80, magra, cabelos cacheados e sem disfarçar um olhar de desdém para Maçãzinha.

— Não vai me apresentar, prima?

Ela pegou a mão do garoto e o fez passar o braço sobre seus ombros, sorrindo com aquele olhar que eu já conhecia. Era que eu chamava de predadora pirata: daquelas que buscavam um baú de ouro escondido no fundo do oceano. Encontrar? Não era impossível. Manter? Quase um milagre.

Já fazia um tempo que homens como eu identificavam mulheres que queriam dinheiro. E justo por isso eu pagava por sexo. Elas faziam por dinheiro. Eu por prazer. Era um acordo assinado por ambas as partes e todos saíam ganhando.

Desde que eu conheci Maçãzinha, as putas ficaram mais pobres. Para que pagar se eu gozava diariamente só de pensar nela, sem precisar de alguém para me enfiar de verdade? Enfim... entre lençóis destruídos e cobertas meladas, tudo que eu queria era poder gozar de novo dentro dela... daquela boceta que parecia ter sido feita sob medida para o meu pau.

Sabe aquela coisa de amor à primeira vista? Pois então... eu era tão azarado que fui ter “amor à primeira bunda tatuada” que vi na vida. Só podia ser a tatuagem que me deixou daquele jeito.

Maçãzinha nunca ficava tímida ou sem jeito. No máximo ela me dava um gelo, como castigo, fingindo que era só a babá do meu filho e que não existia nada entre nós. Mas ali, naquele momento, percebi sua hesitação.

E a hesitação de Maria Fernanda não era por mim. Tampouco pelo garoto zumbi, que pairava entre a vida (enquanto eu o deixasse respirar) e a morte (que aconteceria pelas minhas mãos). Era por causa da mulher.

— Sou o namorado de Maria Fernanda — olhei especialmente para Michael e sorri — aquele que não está na vida dela só para fazer ciúme.

Revirei os olhos. Ah, garotos! Idade da porra. Da porra jorrada fora.

Michael olhou para Maria Fernanda mais demoradamente do que eu gostaria. Então decidiu jogar um jogo. E caralho, eu amava jogos. E ganhar de principiantes era minha maior habilidade.

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