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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 63

Abaixei a cabeça e foquei no meu prato. Eu deveria me defender, mas fui pega tão de surpresa que fiquei sem palavras. Jamais passou pela minha cabeça que Letícia fosse deixar tão claro o seu ódio sem motivo contra mim, na frente de todos.

— Agindo feito criança? — Michael olhou para Letícia, franzindo a testa — acha que o fato de ela gostar de batatas fritas e hambúrguer a torna infantil?

Letícia arregalou os olhos, surpresa com a atitude de Michael. Eu não precisava de defesa... mas vê-la ali, atordoada, me deu uma certa felicidade.

— Eu não sei vocês — Michael sorriu, olhando um por um na mesa — mas eu acho bem legal o jeito da Fê. E eu não trocaria nada nela. Porque ela é incrível... do jeitinho que é.

Meus olhos encontraram os dele e um sorriso tranquilo iluminava seu rosto.

— Estou para dizer que o fato de minha irmãzinha gostar desse tipo de comida é o que nos salva dos dias ruins... e de pessoas sem coração e amargas. — Will foi irônico, não disfarçando o olhar para Letícia.

— Sempre que eu vejo uma pizza de calabresa, é em Fernanda que penso. — a mãe de Michael me olhou docemente — então sim... o jeito que ela age, sendo ela mesma, sem se preocupar com o que os outros pensam... é o que a torna legal. E quem a conhece sabe que Fernanda não age feito criança. Ela é uma mulher adulta e responsável. Mas é exatamente esse jeito leve que a faz ser diferente. E esse diferente é...

— Bom. — o pai de Michael completou — muito bom. Fernanda... nossa “Fê”... é a cópia de nossa tão querida amiga Lola. — ele tocou a minha mão sobre a mesa, de forma carinhosa — e essa menina fez e sempre fará parte da nossa família.

Mordi o lábio, tentando não chorar. Caralho, aquilo foi muito fofo por parte de todos. Não esperei defesa de meu pai, porque ele não era o tipo de pessoa que gostava de ser o centro das atenções. E me defender, naquele momento, significaria sobressair-se.

Letícia jogou o guardanapo com força na mesa e levantou-se, deixando seu lugar, furiosa. Não fingiu que tolerou o acontecido. Demonstrou o quanto ficou puta da vida por minha família me defender. E sim, a família de Michael sempre foi parte da minha. E naquele momento eu entendi que Letícia era a nora. Eu seria sempre a filha que eles não tiveram, a menina que Lola deixou aos seus cuidados, junto de Will. Aquelas crianças que eles deram amor, carinho e ajudaram a criar quando meu pai sofria de depressão e autodegradação.

Michael levantou e me olhou:

— Sinto muito.

Sorri:

— Não sinta. Está tudo bem.

E realmente estava. E foi por esse motivo que não me importei de ele ter ido atrás de Letícia depois de ter me defendido. Era correto. Eu era a ex melhor amiga, ela a noiva.

A mãe de Michael suspirou:

— Estava mais que na hora de ele tomar partido a seu favor.

— Ele acabou de sair atrás da Letícia. — Will manifestou-se — creio que Michael tenha escolhido o lado da história.

— Não é sobre escolher um lado, Will — encarei meu irmão — ela é a noiva dele. Michael fez certo em ir atrás dela.

— Ela é a noiva e você a melhor amiga. Vocês se conhecem a uma vida inteira. Letícia... ficou muito tempo fora. E mesmo quando estava na cidade, ela nem era tão ligada a Michael. Foi você que sempre esteve conosco. E que o ajudou, em tudo. — a mãe de Michael disse, consternada.

— Você não sabe o quanto! — Will deixou escapar, revirando os olhos enquanto botava um camarão na boca, louco para que todos soubessem a verdade.

Assim que terminamos a refeição, Will e eu fomos dar uma volta pelo lugar. Os garçons ofereciam bebidas, que eu recusei, devido ao meu estado. Meu irmão, por sua vez, provou tudo que vinha em cada bandeja.

— Até que Michael sabe dar uma festa. — ele olhou ao redor enquanto bebia o restante de uma taça de champagne.

Quando o olhar dele fixou-se num lugar, acompanhei e lá estava um gato de olhos azuis, puro músculos, sorrindo na sua direção. Suspirei. Meu irmão, definitivamente, sempre se dava melhor que eu.

Mas eu nem queria me dar bem. Eu estava grávida. Nem passava pela minha cabeça transar com alguém. Tampouco flertar. Enzo era uma exceção porque era o pai do meu filho. Ou melhor, ele “foi” uma exceção.

— Você...

— Vai lá ser feliz, Will.

— Não vou deixá-la sozinha, bebê.

Eu ri e dei um tapinha no ombro dele:

— Acha mesmo que estou sozinha? Papai está ali — apontei para nosso pai — E ali Maciel e Marcelisa, que atualmente me defendem mais que todo mundo.

— Ok, o filho deles é um filho da puta. Mas o tio Maciel e a tia Marcelisa foram uns fofos com você.

— Marcelisa é o que eu tenho como referência do que poderia ser uma... mãe. Afinal, ela me socorreu quando fiquei menstruada a primeira vez e não sabia na prática como se usava um absorvente. — botei as mãos na frente do rosto, lembrando da cena.

— E o filho dela, que é oficialmente ginecologista, deveria ter te ensinado como se coloca um preservativo.

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