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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 67

— Meu namorado decidiu me fazer uma surpresa. — Maria Fernanda piscou para o irmão, com cumplicidade, como se ambos se entendessem através daquele gesto.

Lembrei daquela porra toda de terem sido achados no lixo. Mas preferi não focar naquilo, temendo ficar ainda mais confuso. Depois eu pediria para Aayush investigar se foram encontrados em uma mesma lata de lixo ou cada um em uma. Eu achava a minha família insana. Mas a de Maçãzinha era um quebra-cabeça montado de forma errada. As peças se encaixavam, mas não estavam no lugar certo. Aliás, era exatamente como a nossa relação.

Will veio na minha direção com os braços abertos e me abraçou com força. Depois me... beijou na bochecha:

— Seja bem-vindo, cunhado.

— Cunhado? — ouvi a voz atrás de Will.

Quando o irmão de Maria Fernanda deu um passo para o lado, vi o homem de cadeira de rodas, num terno pequeno demais para o seu tamanho.

— Você não me disse que estava namorando, Maria Fernanda. — ele a encarou seriamente.

Ok, já que eu tinha começado aquilo, iria terminar em grande estilo.

— Boa noite, sogro — será que a nomenclatura estava certa? — sou Enzo Asheton. Namorado e em breve marido da sua filha. — tinha uma mentirinha ali. Maçãzinha já estava casada comigo.

— Casar? — ele olhou para a filha — Como assim você vai se casar?

— Enzo, não seja precipitado, como sempre! — ela deu um tapinha no meu peito.

Antes que retirasse a mão, capturei-a e beijei o dorso:

— Não estou sendo precipitado, amor! Só não vejo a hora de partilharmos a nossa vida. E o nosso amor, é claro.

Maria Fernanda ficou me encarando e parece que o tempo parou naquele momento e nada mais existiu além de nós dois. Caralho, como aquilo era possível? Por que a porra do meu coração acelerava daquele jeito na presença daquela mulher?

Ela... era só uma mulher. Não havia motivo para eu ficar naquele estado.

Não tenho certeza de quanto tempo ficamos ali, a mão dela na minha e nossos olhos que não se desviavam.

— Enzo... o que você faz? — o pai de Maria Fernanda perguntou — Minha filha trabalha muito e espero que você possa dar uma vida digna a ela.

Maria Fernanda riu, com humor. E ou o velho era muito bom ator ou não tinha acesso a jornal digital.

Larguei a mão de Maçãzinha e virei-me na direção dele.

— Eu... tenho um negócio próprio. — expliquei.

Chegamos na tal mesa “com vista” que não tinha porra de vista nenhuma. O último lugar em que comi que tinha uma boa vista era um restaurante de vidro giratório na cidade do México, o famoso Belline. Ninguém entrava sem reserva. E sem uma boa conta bancária, óbvio.

— Por favor — ela sussurrou — finja que não é um bilionário. Meu pai não entenderia a... nossa relação.

— Acharia que você está comigo por interesse? — sorri, com ironia.

— Eu... não “estou com você”. — ela arqueou uma sobrancelha. — e ele nem sabe de fato quem você é.

Abaixei a cabeça e sussurrei, rente ao seu pescoço:

— Não se preocupe, Maçãzinha. Sou um ótimo ator.

Ela arrepiou-se imediatamente. Sorri ao ver os pelos eriçados em seus braços pelo simples fato de eu me aproximar e meu hálito bater em sua pele.

Sentei-me à mesa com meu “sogro”, meu “cunhado” e minha namorada de mentirinha.

Os dois me olhavam, sem dizer nada, como se estivessem me avaliando. Afrouxei o nó da gravata e senti um pingo de suor escorrer pela minhas costas. E eu esperava que fosse por conta do péssimo desempenho do condicionar de ar do local e não da minha insegurança sobre ser aprovado por eles.

— Eu sou estilista. Ou designer de moda, se preferir. — Will disse — Trabalho como freelancer.

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