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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 68

— Empregos temporário não pagam muito bem — o pai de Maçãzinha disse — em breve eu voltarei a andar e encontrarei um bom emprego e tudo vai se resolver na nossa casa. Maria Fernanda conseguiu um ótimo trabalho. O salário é absurdo. — sorriu. — Por isso decidiram casar-se?

Decidi entrar no jogo:

— Então, quer dizer que Maria Fernanda é a solução dos seus problemas?

— Ela sempre foi. — Will me encarou seriamente.

— Quantos anos você tem? — o pai dela me perguntou, de forma direta.

— Trinta e... cinco.

Eu não só hesitei como menti. Mas o que eram quatro anos? Ninguém perceberia.

— São treze anos de diferença. — me olhou, parecendo inseguro.

— Sou um homem responsável — diferente do garoto zumbi. Sim, eu quase disse aquela parte — Tenho meu próprio negócio e... posso dar tudo para a sua filha.

Caralho... eu estava mesmo tendo aquela conversa? E o pior de tudo... justificando e tentando ser aceito?

— Maria Fernanda nunca namorou. — o homem revelou.

— Pai! — ela se manifestou — isso é coisa... que não precisamos discutir à mesa. Enzo e eu... já conversamos sobre isso. E a idade dele não é um empecilho para o nosso relacionamento.

A olhei. E não consegui evitar um sorriso debochado. Para ela realmente a idade não era um empecilho. E eu sabia daquilo.

— Também nunca tive uma namorada, senhor Lorenz. — confessei.

— Você tem um filho, cacete! — Will alterou a voz, em tom de crítica.

— Você é divorciado? — o homem arregalou os olhos.

— Não... eu não...

— Ele é viúvo, pai. — Maçãzinha respondeu por mim.

Viúvo? Ela achava que eu era... viúvo? Eu sequer casei com alguém a não ser com ela. Como eu poderia ser viúvo se ela estava ali, bem na minha frente?

— Viúvo... de esposa viva. — me ouvi dizendo.

— Viva? — ela me olhou, atordoada — a mãe de Davi... está viva?

— Sim. — Ela não sabia? Por que porra achou que eu era viúvo?

— Você nunca disse que era divorciado.

— E eu não sou. Mas eu nunca te disse que era viúvo.

Will respirou fundo:

— Isso não é hora de discutir a relação, pombinhos. Você mentiu, Enzo. — disse aquilo de forma acusatória.

— Não se incomode com isso, Enzo. Acho que você já me prestou um favor em me livrar do ciúme tardio do meu ex amigo. E sou grata. Mas é isso.

— Quero você na minha casa amanhã.

— Eu... não irei.

— Davi precisa de você.

— Desde o início você sabia que ele precisava de mim. No entanto me tratou como uma criminosa, o que eu não sou. Eu nunca tentei te dopar.

— Dobro o salário.

Ela abriu a boca, mas os lábios ficaram trêmulos e a voz não saiu.

Eu sabia que era muito dinheiro. E ela não recusaria. Nem todo o orgulho do mundo seria capaz de rejeitar o que eu oferecia.

Maria Fernanda engoliu em seco. Foi quando Will apareceu e passou o braço sobre os ombros da irmã:

— Já pedi um táxi para nós, bebê. Vamos que já é tarde.

— Não durma tarde, Maçãzinha. Não suporto atrasos.

— Se fizer ela chorar, eu faço você tremer. — Will engrossou a voz enquanto me encarava. — Sou sensível, mas não sou fraco. Tenho um ótimo gancho de direita. E se você continuar brincando com a minha irmã ou tratando-a feito um objeto que usa para descontar o seu tesão reprimido, juro que quebrarei todos os dentes que tem na boca, Enzo Asheton.

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