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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 69

POV Maria Fernanda

— Você quer desenhar comigo? — Davi perguntou.

— Eu quero. Mas já vou alertando que sou péssima desenhista.

Ele estava com os papéis e canetas hidrocor dispostos no chão, desorganizadamente. Eu chamava aquilo de “bagunça do bem”. Deitei no chão, com as costas para cima, enquanto puxava uma folha e arriscava uma pessoa de gravetos.

— Vou refazer todos os desenhos que fiz de você. — ele disse, enquanto pintava o sapato do pai numa paisagem.

— Por quê?

— Porque agora o seu cabelo é preto. — riu, como se fosse óbvio.

— Mas os desenhos que já foram feitos não precisam ser trocados. Porque quando você os desenhou, eu era daquele jeito.

— O seu desenho é bonito.

Olhei meu desenho e comecei a rir.

— Você é o maior cavalheiro que eu já conheci. Mas o meu desenho é horrível.

Ele riu:

— É... não é muito bonito.

— Meu irmão desenha bem, assim como você.

— Eu irei conhecê-lo no domingo?

— Como assim? — franzi a testa, confusa.

— Meu papai disse que iremos num almoço na sua casa. E que é o seu aniversário! — tentou piscar um olho, sorrindo.

Eu era apaixonada por aquele menino. Mas quando ele fazia aquela tentativa de piscar um olho, que era um fracasso, eu me derretia completamente. Porque era muito, muito fofo.

E... como assim iriam na minha casa almoçar? Eu achei que Enzo só tinha aceitado por educação!

Porra! Seria vergonhoso. Enzo e Davi jamais se adaptariam ao meu mundo. E não, ele não era ruim. Mas para quem nasceu no conforto, dividir uma mesa redonda com cadeiras que não davam margem para se mexer e sem ninguém que servisse devia ser humilhante.

— Bem... a minha casa... é... muito, muito pequena. — expliquei — tão pequena que nem tem muito ar para respirar lá dentro.

Realmente parecia não ter. Porque as janelas não eram pequenas. Eram normais. E ali, na casa dos Asheton, tudo era muito grandioso. Até mesmo as janelas.

Tentei coçar atrás do ombro e tive dificuldade. Optei por sentar-me, porque a minha coluna pareceu sentir a posição errada. Davi levantou-se e começou a coçar as minhas costas.

— Você... não sabe coçar? — riu.

— Faltam unhas. Mas eu vou deixar crescer mais. Assim você não terá que trabalhar duro me coçando. — brinquei.

— Eu estou fazendo um presente para você.

O puxei por trás e o pus sentado no meu colo:

— Ah, Davi... você é um menino incrível.

Se meu filho fosse igual ao Davi, eu seria imensamente feliz. Aquele menino era gentil, dócil e humilde. Todas as qualidades que eu achava imprescindíveis numa pessoa, principalmente em crianças.

— Não precisa se preocupar em me presentear. Eu sou bem feliz com a sua presença na minha vida.

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