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A Babá "Feia" e o CEO romance Capítulo 106

Eu nunca pensei que o Márcio fosse acertar, mas o restaurante era perfeito.

Guiei Bela até a mesa reservada. Ela estava usando um vestido todo colorido, do tipo que teria me causado espanto antes, mas que hoje me fazia sorrir, porque era tão ela que não podia ser diferente.

O lugar era bom. Dava pra notar que servia comida de qualidade, não esses fast foods que o Thales adora. Ao mesmo tempo, o ambiente não era elitista a ponto de intimidar. Os lugares que eu estava acostumado a frequentar não faziam bem nem mesmo pra mim, porque as pessoas te olham de cima a baixo, já esperando a primeira brecha pra te julgar.

Típica coisa de gente rica demais e desocupada.

Aqui, as pessoas estavam preocupadas com as próprias vidas. E Bela parecia confortável. Isso era o que importava.

— Gostou? — perguntei, puxando a cadeira pra ela.

Ela sentou, um pouco deslocada, olhando para os lados. Mas sorriu de canto.

— Eu amei. É muito bonito.

O garçom chegou logo depois, com um sorrisinho profissional, mas dava pra ver que ele estava, de alguma forma, curioso comigo e Isabela juntos. Nem olhou direito pra mim — ficou olhando pra Bela, tentando entender qual era a nossa dinâmica e por que estávamos juntos. Infelizmente, já estava acostumado, por isso soube ler a situação tão bem.

— Já sabem o que vão querer? — ele perguntou, com um caderninho na mão.

Eu olhei pra ela, que tinha abaixado o olhar para examinar o menu, mas eu sabia que não estava prestando atenção nos pratos, e sim disfarçando para não encarar o olhar do garçom, cheio de julgamento. Senti o sangue subir e resolvi deixar bem claro que eu não tinha problema algum de estar acompanhado por ela.

— O que você recomenda pra uma noite especial? — devolvi, olhando direto pro garçom.

Ele olhou de novo pra Bela, dessa vez demorando mais.

— Hm… — O cara ficou vermelho. — Temos o filé mignon com crosta de ervas, acompanhando risoto de parmesão. Ou o ravioli de burrata com manteiga e sálvia.

Bela olhou pra mim, claramente sem saber o que escolher.

— Então traz os dois — falei. — E um vinho branco, o melhor que você tiver pra harmonizar.

O garçom anotou tudo, ainda olhando pra ela. Minha vontade era fazer uma cena ali mesmo, pra que aquele otário parasse de fazer minha noiva se sentir desconfortável, mas eu sabia que, se eu fizesse algo, seria pior: chamaria ainda mais atenção, algo que Bela claramente não queria, já que estava fazendo o máximo possível para disfarçar e fingir que não tinha percebido ou que não se importava. Com o tempo, fui aprendendo a ler suas expressões e respeitar as suas vontades, mesmo que nem sempre concordasse. Meu principal objetivo essa noite era que ela se sentisse à vontade, então permaneci calado.

Assim que ficamos sozinhos, Isabela relaxou um pouco.

Quando o prato chegou, quase me esqueci de como o garçom era babaca de tão boa que era a comida. Ficamos ali por horas conversando, e bebendo mais vinho.

O vinho já tinha me deixado mais solto fazia tempo, e eu estava sentindo um calor que não era só da bebida. O restaurante tinha enchido, o burburinho das pessoas abafando qualquer coisa que a gente falasse. Eu estava sentado do lado da Bela, nossas cadeiras quase coladas.

Ela estava com as pernas cruzadas, e o vestido colorido subia um pouco cada vez que ela se mexia. Num desses movimentos, a coxa dela ficou quase toda exposta. Não consegui me segurar e encostei a mão ali, por cima do tecido, como quem não quer nada. Bela olhou pra mim e mordeu o lábio: foi o suficiente pra me encorajar a continuar. Deixei minha mão ali, sentindo o calor da pele.

A gente continuou conversando, mas a conversa já não fazia sentido nenhum. Eu não estava ouvindo nada, só sentia a respiração dela ficando mais rápida, o olhar fixo na minha boca. Passei a mão pra debaixo da mesa e, dessa vez, fui mais direto: deslizei a palma pela coxa dela, subindo devagar, sentindo o vestido subir junto. Ela não fez menção de tirar minha mão. Só descruzou as pernas e abriu um pouco, o suficiente pra minha mão ter acesso.

Senti o tecido macio do vestido cedendo enquanto ela abria as pernas pra mim. A respiração dela ficou mais pesada, e eu podia sentir o calor através da roupa. Quando minha mão chegou na parte de dentro da coxa, já senti a umidade através do tecido da calcinha.

Pressionei meu dedão contra aquele ponto úmido, fazendo um movimento circular bem devagar. Bela arfou, os olhos meio fechados, e soltou um gemido baixo. A boca dela se abriu um pouco, e eu continuei, sentindo como ela estava molhada e quente.

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