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A Babá "Feia" e o CEO romance Capítulo 58

Minha cabeça estava a mil, tentando entender o que tinha acontecido naquela noite. Eu não conseguia acreditar.

Já esperava o pior, mas mesmo assim fui surpreendida. Eram tantas emoções, tantas coisas inesperadas, que estava difícil até organizar os pensamentos. Eu tinha ido com um vestido que ficou horrível no meu corpo, chamando mais atenção do que a minha própria feiura. Tinha sentado no colo do meu noivo de mentirinha — também meu chefe — e sentido o pau dele duro na minha bunda. E, não satisfeita, rebolado naquele pau. Tinha gemido enquanto ele gemia também.

Se não fosse a Karina abrindo a porta e ele me arremessando para longe, com vergonha dela, eu não sei onde teríamos parado.

A verdade é que eu sentia desejo. Não vou mentir e dizer que era frígida. Eu só era realista. Sabia que, com os meus atributos físicos negativos, era muito difícil um homem sentir atração por mim, que quisesse transar comigo, então o mais lógico era afastar qualquer pensamento desse tipo e viver minha vida tranquilamente. Até algumas horas atrás.

Eu me senti desejada. Porque, apesar da reação dele depois, o corpo não mentiu. O corpo nunca mente. E naquele momento, enquanto estávamos sozinhos, eu sabia que ele queria me comer. Simples assim. Não tinha outra forma de pensar.

E só de imaginar que aquele homem que mais da metade do Brasil desejava — o homem que eu nunca imaginei que me olharia duas vezes — estava com o pau duro por mim, encaixado na minha bunda, era algo que me fazia ficar molhada. Inclusive, depois do que aconteceu naquela sala, demorou para a excitação passar, mesmo com todas as humilhações que vieram depois.

Eu pensei, que depois do que tinham me feito no passado, eu era mais forte que isso… que tinha me tornado imune ao desejo. Pensei que essa fase tinha passado. Até sentar com ele no carro, sentir seu perfume, observar as mãos fortes no volante, as veias saltadas, os músculos tensionados no braço. Lembrar do calor. Da voz rouca gemendo no meu ouvido. Do pau duro roçando em mim.

Quando cheguei no meu quarto, eu estava doida de tesão.

Tão doida que estava cogitando ir até a porta do quarto dele e pedir para que ele terminasse o serviço.

Não seja idiota, Bela. Você já não foi humilhada o suficiente por uma noite? Ele te arremessou longe assim que a Karina entrou. Deixou ela te humilhar, rir da sua cara, zombar da sua situação, do noivado e não fez nada pra te defender.

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