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A Babá "Feia" e o CEO romance Capítulo 73

Antes que eu pudesse raciocinar, meus lábios já estavam nos dela. Eu sabia que iria me arrepender disso. Que era uma loucura e que as consequências seriam irreversíveis. Isabela não era uma mulher de uma noite só…

Minha língua invadiu a dela, atrapalhada, desesperada. Por um segundo pensei que ela iria me empurrar, que iria se afastar e me lembrar de todas as razões pelas quais aquilo era uma péssima ideia.

Mas isso não aconteceu.

Percebi que, aos poucos, ela foi relaxando sob o meu toque. Se entregando.

Ainda estávamos sentados, mas me inclinei mais perto dela e a envolvi com os braços, puxando seu corpo contra o meu.

Quando ela gemeu — baixo, vulnerável — eu engoli aquele som junto com a língua dela, sentindo meu controle se esvaindo.

Minhas mãos não sabiam onde ficar. Eu queria sentir como ela era sob o meu toque, explorar o corpo dela. Porra. Eu queria saber como ela era sem roupa. Pensava nisso mais vezes do que gostaria de admitir. Me limitei a colocar as mãos no rosto dela, aprofundando o beijo. Tentando demonstrar que aquilo era mais do que uma simples transa.

Eu não sabia bem o que estava sentindo, mas era diferente. Queria que ela soubesse disso, muito embora eu não quisesse — nem pudesse — dizer em voz alta.

Comecei a beijar o pescoço de Isabela e conforme fui descendo, ela gemia baixinho, de um jeito que me tirava do sério.

Aquilo me atingiu de um jeito que eu não estava preparado pra lidar. Parei o beijo e me afastei dela, reunindo todo o autocontrole que ainda me restava, enquanto meu pau doía preso dentro da calça, latejando.

Olhei pra ela. Minha respiração estava pesada e por um segundo, quase mandei tudo à merda de novo… mas me contive. Ela não merecia isso. E depois… como seria?

Eu não podia prometer nada.

— Desculpa, eu não posso fazer isso — falei, minha voz por um fio.

Bela me olhava, os olhos arregalados, os lábios inchados e vermelhos do beijo. Eu tentei não a encarar, mas era impossível. Ela respirava rápido, os peitos subindo e descendo, a blusa de renda desalinhada, uma alça do sutiã caída no braço. Como eu queria tirar aquela roupa…

Eu precisava dizer alguma coisa, dar um motivo, inventar uma desculpa qualquer. Mas não encontrava palavras. Só queria protegê-la disso, desse acordo com prazo pra acabar; de mim.

Ela ficou parada, me encarando, o rosto corado. Isabela ajeitou a roupa, passou a mão no cabelo e baixou o olhar.

Eu esperava que ela fosse ficar puta comigo. Que me xingasse, que ameaçasse acabar com o acordo. Mas não. Ela tinha ficado magoada.

Aquilo era pior.

Tentei pensar em alguma coisa pra dizer, qualquer coisa que quebrasse aquele clima, mas meu cérebro parecia estar em curto. Eu só conseguia sentir meu pau latejando dentro da calça.

O silêncio ficou insuportável.

— Entendi — ela disse, a voz mais aguda, com uma risada forçada. — Relaxa.

Virei de lado, confuso com a mudança no tom dela.

— Não é o que você tá pensando…

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