Entrar Via

A Babá "Feia" e o CEO romance Capítulo 75

Estávamos a caminho de casa e nem eu nem ele sabíamos direito como agir depois da noite de ontem. Eu brincava com o couro do apoio da porta do carro e olhava a chuva pela janela, que caía mais branda agora.

Com certeza ele tinha se arrependido. Fiquei pensando no que eu tinha feito de tão errado, além de ser feia, para essa mudança de atitude comigo agora.

Ele não estava bravo, nem grosseiro comigo. Muito pelo contrário. Me olhava com carinho, abriu a porta pra mim, me guiou até o térreo com as mãos nas minhas costas e nem pareceu ligar de estar próximo, quase colado ao meu lado, enquanto seguimos pro estacionamento.

Mas ele mal falava. Evitava olhar nos meus olhos. Era quase como se ele se sentisse mal pelo que tínhamos feito. Claro, ele tinha transado com a babá feia… a mesma para quem ele fez questão de redigir um contrato, só pra se certificar de que nada disso aconteceria.

Eu sabia lidar com a rejeição muito melhor do que deveria. Perdi a virgindade na faculdade com um babaca que perdeu uma aposta, então nada que o doutor Vinicius dissesse ou fizesse poderia ser mais doloroso e humilhante que aquilo. Afinal, nosso relacionamento era mais honesto que isso: eu sabia as regras da nossa relação.

Então por que eu me sentia tão insegura? Por que o silêncio dele me afligia tanto?

A verdade é que ontem foi a primeira vez que me senti desejada… mais do que isso, me senti amada.

Deixa de ser idiota, Bela. Cai na real!

Era difícil manter os pés na realidade quando me lembrava de como ele me abraçou, como me preencheu com carinho, o jeito que ele olhou… as coisas que me disse, o tesão que demonstrou por mim. Era possível fingir tudo isso? E por que ele teria feito?

Ele já sabia que eu iria adiante até o fim com essa farsa, que faria a minha parte não só pelo contrato e pelo dinheiro, mas pelo Thales. Principalmente por ele.

Eu não queria acreditar que o que tinha acontecido ontem era real, porque, se eu me iludisse, a queda seria muito maior. E eu já tinha sofrido demais por amor…

— Você tá bem? — Vinicius quebrou o silêncio.

Olhei pra ele, que mantinha a atenção fixa na estrada. Os braços estendidos, as mãos firmes no volante. Como uma adolescente com os hormônios à flor da pele, senti meu corpo querendo o dele de novo. Querendo sentir a pele dele na minha, a respiração apressada no meu ouvido, seus gemidos, o pau dele dentro de mim.

Merda.

— Tô. Tá tudo bem — respondi, tentando desviar os pensamentos da noite passada.

Tinha sido um erro. Só isso. Nunca mais iria se repetir. Eu sabia disso. Mas não queria ouvir ele dizer, então virei o rosto de novo pra olhar a chuva e fiquei em silêncio até chegarmos na mansão.

*

— Bela, a gente precisa conversar.

Ele nunca tinha me chamado assim. Coloquei minha ecobag na cama e respirei fundo. Estava de costas pra ele, no meu quarto. Ele tinha me seguido até lá enquanto eu o ignorava. Nada maduro da minha parte, mas eu não queria ouvi-lo dizer que tinha se arrependido de estar comigo.

— Eu já sei, tá tudo bem. — me apressei em responder pra encerrar o assunto.

Senti as mãos de Vinicius pegando no meu braço e girando meu corpo para que eu o olhasse.

— Senta comigo, por favor. — ele apontou pra cama.

Um pouco relutante, cedi. Sentei na minha cama e ele fez o mesmo. Estava próximo demais, eu conseguia sentir a colônia dele.

— Você acha que me arrependi?

Ele me olhava, e quem parecia ferido era ele. Não sabia mais o que pensar. Me esforcei pra lembrar da primeira e única cláusula do meu contrato mental: eu não podia me sentir comovida por ele. Não era justo.

— Olha, Vinicius… sei que o de ontem não é a regra. Aconteceu pela proximidade. Você deve tá confuso com tudo que tá acontecendo. Eu entendo. Não vai se repetir.

Vinicius se aproximou ainda mais de mim e pegou na minha mão. Aquele mero contato enviou todos os gatilhos do mundo pro meu corpo. Minha vontade era beijá-lo ali mesmo, arrancar a roupa dele e transar naquela cama.

Eu tava ferrada.

— Eu não quero parar. — ele olhava nos meus olhos agora, e depois pros meus lábios.

O que tava acontecendo? Será que ele tinha enlouquecido?

Abaixei o olhar e mordi os lábios. Não sabia o que dizer. Eu também não queria parar. Então só assenti com a cabeça.

Ele ergueu meu rosto com a mão, delicado. Não tive como não olhar pra ele de novo. Pros olhos que pareciam implorar por mim.

— Tô te forçando a isso? Bela, se for assim, me desculpe. Eu não…

— Não! Eu quis estar com você. Ainda quero… muito.

Ele me beijou na boca antes que eu pudesse sentir insegurança pela minha resposta. Lento, sensual… mordendo de leve meu lábio inferior e segurando meu rosto como se eu fosse fugir a qualquer instante.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá "Feia" e o CEO