A manhã amanheceu clara e serena no coração do interior. O sol surgia lentamente por trás das colinas, espalhando fios dourados que beijavam os campos ao redor da fazenda, enquanto o orvalho, ainda fresco, brilhava como minúsculos cristais na relva verde. O canto dos passarinhos ecoava em coro, acompanhando a brisa suave que trazia o cheiro doce de terra molhada, flores silvestres e pão recém-assado vindo da cozinha principal. Era um daqueles dias em que até o ar parecia mais leve, carregado de esperança e alegria.
Mas naquela manhã, havia algo diferente. Um clima de expectativa, emoção e celebração pairava sobre todos. Era o dia do batizado de Benjamin, um marco na história da família Vellardi. Não era apenas um rito religioso, era um símbolo de união, renovação e recomeço para todos que, juntos, haviam atravessado dores e encontraram novas formas de amar.
A igrejinha da família, localizada próxima à fazenda de Dona Flora, parecia saída de um cartão-postal. Construída com pedras antigas e vitrais que refletiam tons suaves de azul, dourado e lilás, o lugar exalava uma beleza clássica e acolhedora. Beatriz, como sempre impecável, havia assumido pessoalmente a decoração.
Arranjos de flores brancas, lírios, hortênsias e margaridas frescas, se misturavam a fitas azul-claro que pendiam graciosamente dos bancos de madeira polida. Pequenos laços de renda adornavam cada fileira, enquanto velas altas e delicadas no altar lançavam um brilho dourado, tornando o ambiente ainda mais mágico. O aroma suave de incenso preenchia o ar, trazendo calma e solenidade.
Beatriz, usava um vestido verde-oliva elegante e salto alto e andava de um lado para o outro com sua inseparável prancheta, os brincos de pérola reluzindo sob a luz que atravessava os vitrais.
— Quero que esse dia seja perfeito… — murmurava para si mesma, conferindo os detalhes uma terceira vez. — Esse menino merece o melhor do mundo.
Logo, o ronco discreto dos motores anunciou a chegada da família à igrejinha. Isabella foi a primeira a descer do carro, ao lado de Lorenzo. Vestia um vestido branco de tecido leve com detalhes de renda delicada, que a fazia parecer ainda mais radiante sob a luz da manhã. O cabelo estava preso em um coque baixo, com algumas mechas soltas caindo suavemente para emoldurar seu rosto corado de emoção.
Nos braços, carregava Benjamim, vestido de branco dos pés à cabeça, com um pequeno macacão bordado à mão, meias de tricô e sapatinhos minúsculos de couro. Uma fita azul-claro, presente de Antonella, adornava o peito do bebê, que dormia profundamente, alheio à movimentação ao seu redor, como se pressentisse a importância daquele dia.
Logo atrás, Aurora vinha saltitando, segurando firme a mão de Maria, que tentava conter a euforia da menina. Usava um vestido azul-claro com flores brancas bordadas, uma tiara de pequenas margaridas entre os cabelos loiros e sandálias enfeitadas com pedrinhas brilhantes.
— Mamãe! — disse Aurora, girando sobre si mesma para fazer a saia rodar. — Olha, eu tô combinando com o Benjamim!
Isabella sorriu, os olhos brilhando de emoção, enquanto ajeitava o bebê no colo:
— Está linda, minha princesa… Seu irmão vai se orgulhar muito de você.
Lorenzo, de terno cinza-escuro e gravata azul, observava tudo com seu ar naturalmente imponente. Mas quem olhasse de perto perceberia o brilho diferente em seus olhos: orgulho, amor e uma emoção quase difícil de conter.
Giulia foi a primeira a correr até a cunhada, os cabelos soltos dançando ao vento e um sorriso largo no rosto:
— Isa! — exclamou, abraçando-a com cuidado para não acordar o sobrinho. — Você está maravilhosa… parece uma noiva outra vez!
Isabella corou, balançando a cabeça com um sorriso tímido:
— Exagerada…
Logo atrás, Theo, o namorado de Giulia, chegou com um sorriso calmo e um olhar carinhoso. De terno azul-marinho bem cortado, aproximou-se para cumprimentar Isabella com um beijo no rosto:
— Hoje vai ser um dia lindo. Vocês merecem cada segundo disso.
Beatriz surgiu logo em seguida, segurando a prancheta com uma mão e o braço de Stefano com a outra. Ele, elegante em um terno bege claro, mantinha um sorriso contido, mas seus olhos denunciavam a felicidade. Estavam juntos há pouco tempo, mas o clima entre eles já exalava cumplicidade.
— Eu avisei que esse seria o batizado do ano, não avisei? — disse Beatriz, orgulhosa. — Olha só esses arranjos, Isa. Simplesmente perfeitos.
Foi nesse momento que Marco e Cristina, melhores amigos de Lorenzo, chegaram. Marco vestia um terno cinza claro, e Cristina, com um vestido azul-pastel fluido, parecia saída de uma revista de moda. Abraçaram Lorenzo com carinho, rindo e trocando comentários sobre como os pequenos cresciam rápido demais.
Foi nesse momento que Aurora, empolgada como sempre, largou a mão de Giulia e saiu correndo na direção dos padrinhos, com o vestido azul-claro balançando e a tiara de margaridas reluzindo sob a luz do sol.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá Virgem e o Viúvo que Não Sabia Amar
Devia ter um segunda livro sobre a vida da Isabela e os demais . Sobre eles morando no campo . Sobre a amizade e a cumplicidade deles . A Beatriz e a Giulia. Seria divertido. Pois foram personagens q trouxe humor alegria . Amei a Beatriz e a Júlia . Dei risadas gostosas lendo. A paixão as noites de Isabela e Lorenzo o amor quente e fugaz . O amor ardente deles. Queria ver tmb sobre o amor de Giulia e Theo de Beatriz e Stefano....