Giulia e Stefano foram escolhidos como padrinhos de Benjamim e estavam radiantes. Minutos antes da cerimônia começar, Isabella passou o bebê para os dois. Benjamim, que até então dormia, abriu os olhinhos lentamente e, como se sentisse o carinho que o rodeava, começou a bater palminhas animado.
— Ma-má! Pa-pá! Te-te! — balbuciou, chamando Aurora pelo apelido que ele havia inventado para a irmã.
Aurora, que estava ao lado, começou a rir, orgulhosa:
— Ta vendo, a Te-te sou eu!
Giulia, com lágrimas nos olhos, o beijou na bochecha, enquanto Stefano o embalava com delicadeza. O bebê esticava os bracinhos, olhando para os rostos familiares, e parecia sorrir para cada um deles.
— Acho que temos um pequeno astro no colo… — murmurou Stefano, com um sorriso carinhoso.
Isabella, emocionada, enxugava discretamente as lágrimas, enquanto Lorenzo, ao lado dela, passava o braço por sua cintura e a puxava para perto.
Quando o sino soou, um silêncio reverente tomou conta da pequena igreja. Todos entraram, ocupando os bancos enfeitados. O padre, um homem idoso de voz suave, que conhecia bem a história daquela família, os recebeu com um sorriso acolhedor e iniciou a homilia:
— Hoje celebramos não apenas o batismo de uma criança, mas o renascimento de uma família inteira que encontrou na fé e no amor a sua renovação.
Isabella respirou fundo, deixando que cada palavra a envolvesse, e apertou a mão de Lorenzo. Ele retribuiu, passando o polegar sobre sua pele, transmitindo força e serenidade. Aurora, sentada ao lado da mãe, mantinha o queixo erguido, orgulhosa de sua função de “daminha de honra”.
Quando chegou o momento mais esperado, Giulia e Stefano levaram Benjamim até o padre. Ele derramou a água benta sobre a cabecinha do bebê, e o pequeno se assustou, franziu o rostinho e deu um pequeno resmungo, mas logo abriu um sorriso largo, arrancando risadas suaves de toda a congregação.
— Eu vos batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. — disse o padre, com a voz grave e pausada.
Aurora, incapaz de conter a empolgação, bateu palmas e gritou:
— Viva o meu irmãozinho peixinho!
O riso tomou conta da igreja. Lorenzo passou a mão nos cabelos da filha, Isabella beijou a testa de Benjamim, e os padrinhos, com lágrimas nos olhos, ainda o seguravam com orgulho.O riso foi geral. Lorenzo passou a mão pelos cabelos da filha, Isabella beijou a testa de Benjamim, e todos se renderam à ternura daquela cena.
Após a cerimônia, os convidados foram recebidos no jardim da fazenda, onde mesas foram montadas sob a sombra de grandes árvores centenárias. As toalhas brancas combinavam com arranjos de flores do campo, jarros de vidro com ramos de alecrim, pães artesanais, bolos caseiros e uma mesa farta de doces típicos.
Beatriz circulava entre as mesas, fiscalizando tudo com olhar crítico:
— Eu disse que seria perfeito! — repetia, orgulhosa. — Se alguém encontrar um defeito, eu desafio!
Giulia, sentada ao lado de Theo, comia um doce, quando cutucou Isabella com o cotovelo:
— Depois de ver você e Lorenzo lá na igrejinha com essas duas crianças lindas… acho que podemos esperar um terceiro logo, logo.
Isabella arregalou os olhos, corando violentamente:

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá Virgem e o Viúvo que Não Sabia Amar
Devia ter um segunda livro sobre a vida da Isabela e os demais . Sobre eles morando no campo . Sobre a amizade e a cumplicidade deles . A Beatriz e a Giulia. Seria divertido. Pois foram personagens q trouxe humor alegria . Amei a Beatriz e a Júlia . Dei risadas gostosas lendo. A paixão as noites de Isabela e Lorenzo o amor quente e fugaz . O amor ardente deles. Queria ver tmb sobre o amor de Giulia e Theo de Beatriz e Stefano....