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A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor romance Capítulo 25

Eduardo

O celular vibrou na mesa de cabeceira ainda antes do sol nascer. Eduardo atendeu sem checar quem era. Reconheceu a voz do avô no mesmo instante - carregada de fúria.

- Que vergonha seu moleque? - O velho bradou.

- É o que? Vovô? - Eduardo se sentia como uma criança que acabou de fazer uma travessura. - O senhor tá falando do que?

- Idiota, tem um vídeo seu circulando, brigando em um bar! - Eduardo não podia ver o rosto do avô, mas sabia que as veias do pescoço dele deveriam está saltando agora mesmo.

- Você tem ideia do que isso significa para a imagem da família?

Eduardo fechou os olhos, esfregando a testa. Não precisava nem abrir as redes para saber que estava em todos os sites de fofoca.

- Eu vou resolver, vô. - tentou cortar.

- Já devia ter resolvido! - o velho Braga berrou antes de desligar abruptamente.

O dia começava atravessado, e só piorou quando lembrou do acordo. Assinara o maldito papel, cedera às exigências dela, ainda prometera cem milhões à Vivian. E o que recebia em troca? Frieza. Distância. Como se todo o esforço dele não tivesse qualquer peso.

Na empresa, nada parecia se alinhar. As secretárias não entendiam o padrão de organização que ele exigia, relatórios voltavam cheios de erros, e até um contrato importante chegou com percentuais trocados. Um erro que custaria milhões, se ele não tivesse revisado a tempo.

Saiu da reunião bufando, o sangue latejando nas têmporas. Chamou Marcos, sua sombra fiel.

- Recontrate a Vivian. - ordenou, frio. - Ligue para o RH, faça a proposta que for necessária. Se ela fizer exigências. Concorde com tudo.

Marcos ergueu uma sobrancelha, surpreso, mas não ousou questionar. Eduardo sabia que tinha cometido um erro colossal ao tê-la mantido apenas como estagiária. Vivian era eficiente, brilhante, insubstituível.

No fim do expediente, ainda tomado pela irritação, perguntou:

- Quando ela volta? - Marcos pareceu confuso. - A Senhora Braga, eu não te mandei cuidar da recontratação dela mais cedo?

Marcos hesitou antes de responder.

- Senhor… a senhora recusou qualquer possibilidade de retorno.

- Como assim? - Eduardo estava incrédulo. - Quais foram as condições dela?

- A senhora… Bom o Rh informou que a senhora não quis ouvir nenhuma proposta. Disse apenas que já tem um novo emprego. - Marcos editou o que o Sr. Santos lhe contara. O humor do chefe já estava ruim o suficiente.

Eduardo apertou os punhos, sentindo o peito arder. Era como se a falta dela estivesse corroendo todas as áreas da vida dele: em casa, no trabalho, na própria sanidade.

Sem dizer mais nada, agarrou o terno, ele sabia onde devia ir para acabar com aquilo. Vinte minutos depois o motorista estacionou em frente a um complexo de prédios. Não foi necessário muito esforço para que um dos porteiros indicasse o apartamento de Alice. Ele precisava avisar Henrique que a irmã dele morava em um condomínio sem segurança.

No caminho, ensaiou as falas. Bastava falar doce, pedir que voltasse para o grupo, até mencionar a volta da sua dor de estômago causada pelo estresse. Escutaria as reclamações dela em silêncio, fingiria atenção, e no fim sorriria dizendo: você é a melhor. Sempre funciona.

Alice demorou a atender. Eduardo não parou de tocar a campainha até que ela, contrariada, abriu a porta.

- O que você quer aqui? - perguntou, cruzando os braços.

- Cadê a Vivian? - ele entrou sem esperar convite.

- No trabalho, seu idiota. E sabia que isso é invasão de propriedade? - retrucou, irritada.

- Para de criar confusão, Alice. Eu só vim falar com ela. Que tipo de trabalho é esse que a prende até tão tarde?

- Se ela quisesse que você soubesse, já teria te contado. - rebateu, firme.

Eduardo pegou o celular e ligou. A chamada foi até cair. Nada. Ligou de novo, e mais uma vez. Enquanto caminhava pelo apartamento, abriu portas, olhou nos cômodos. Alice o seguia como sombra, esbravejando.

- Você está maluco?

Nada. Vivian realmente não estava lá.

- Que horas ela volta? Onde é esse trabalho? - ele insistia.

- Já deu. Sai da minha casa. - Alice abriu a porta e o empurrou para fora.

Vinte e cinco 1

Vinte e cinco 2

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