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A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor romance Capítulo 69

Quatro anos antes…

Vivian

Vivian havia se enterrado no trabalho.

A pós-graduação tomava seus fins de semana; o emprego, o resto do tempo.

Fazia mais de dois anos que não via Eduardo.

Sabia dele apenas por comentários soltos — amigos em comum, notícias, sussurros inevitáveis.

Diziam que o avô finalmente o deixara assumir a empresa.

Diziam também que ele e Elisa formavam o casal perfeito.

Vivian tentava se convencer de que isso não a afetava.

Mas o simples som daquele nome ainda mexia em algo que ela fingia ter esquecido.

Depois da conversa com o avô de Eduardo — fria, humilhante, definitiva — ela entendeu o recado.

Afastar-se era a única opção.

Tentou seguir em frente.

Carlos apareceu nesse processo — discreto, paciente, sempre à espera.

Trabalharam juntos por três anos no mesmo banco de investimentos, e ele nunca forçou nada.

Quando ela se transferiu para uma corretora, longe do ambiente de escritório que os unia, achou que talvez fosse hora de se permitir.

Carlos era gentil. Estável.

E, acima de tudo, seguro.

Vivian não estava apaixonada, mas acreditava que o tempo, talvez, a ensinaria a gostar dele do jeito certo.

Ou, ao menos, o suficiente para esquecer o que nunca deu certo.

Na noite do aniversário de Henrique — irmão de Alice — ela resolveu apresentá-lo aos amigos.

Não pensou muito sobre o que poderia encontrar ali.

Mas bastou cruzar o salão e ver Eduardo, para o coração bater do mesmo jeito tolo e urgente de antes.

O tempo não tinha curado nada, apenas aprendido a disfarçar.

Ela sentiu o peso da culpa.

Carlos estava ao seu lado, sorrindo, conversando com todos.

Ele não merecia aquilo — não merecia estar com alguém que ainda tremia por outro homem.

— E quero o maior diamante que eu conseguir carregar!

As pessoas riram.

Vivian não.

Sentiu o estômago revirar — um nó apertando o peito até doer.

Naquela noite, quando voltava pra casa, tomou uma decisão.

Carlos não tinha culpa.

Não merecia o que ela não podia dar.

E ela não aguentava mais fingir.

Terminou com ele em poucas palavras, sem lágrimas, mas com o coração em ruínas.

Não achava justo continuar presa a um amor que nunca foi correspondido — nem se enganar acreditando que um dia conseguiria sentir o mesmo por outro homem.

Porque, no fundo, ela sabia:

por mais que tentasse seguir em frente, ainda amava Eduardo.

E agora, ele pertencia a outra.

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