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A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor romance Capítulo 78

Elisa

Descobriu da internação de Eduardo uma semana depois do fato, por acaso, quando Alexandre postou nos stories uma foto no hospital, se ela não estivesse online no momento não teria visto já que a publicação foi apagada minutos depois. A notícia a atingiu como um soco no estômago - não pela preocupação com seu bem-estar, mas pela humilhação de ser a última a saber. Ela, que por anos ocupara o lugar de mulher pública ao lado do herdeiro mais cobiçado do país, agora era tratada como uma estranha qualquer.

Imediatamente, tentou contatá-lo. Ligou para seu celular particular - encaminhado para a secretária. Tentou pelo telefone do escritório - "O Sr. Braga está indisponível". Mandou mensagens que permaneceram não lidas, com aqueles ticks azuis que pareciam rir de sua desesperança crescente. Até Gustavo, que sempre fora fácil de lidar, agora evitava como se carregasse uma doença contagiosa.

A rejeição era um veneno que corria em suas veias, cada tentativa frustrada de comunicação uma agulha injectando mais toxinas em seu orgulho já ferido.

Sentada em seu apartamento na cobertura do Jardins, com vista para a cidade que outrora parecia estar a seus pés, Elisa fazia as contas de sua queda em silêncio. Os números dançavam em sua tela do laptop como demônios sussurrando sua ruína iminente. O último filme - seu projeto mais ambicioso, aquele que supostamente consolidaria sua transição de atriz coadjuvante a protagonista - fora um fracasso retumbante. Ela investira não apenas o dinheiro de investidores, mas suas próprias economias, convencida de que seu nome e seu gosto impecável seriam garantia de sucesso.

Como era fácil quando tinha o patrocínio não declarado de Eduardo Braga. Naquela época, os produtores se curvavam, os diretores ouviam, os críticos eram generosos. Tudo que ela precisava era aparecer ao seu lado em alguns eventos.

O "pedido de casamento" no aniversário do irmão de Alice, uma encenação que ele orquestrou para fazer ciúmes em Vivian, rendera-lhe cinquenta milhões de reais. Eduardo pagara generosamente para que ela fosse para o exterior e dissesse à imprensa que foi ela quem rompeu o noivado. "foco em sua carreira" as manchetes foram tão fabricadas quanto seus sorrisos para as câmeras.

Mas agora... agora as coisas eram diferentes. Os rumores que chegavam até ela eram como facas torcidas em feridas antigas. Eduardo, o frio, o inacessível, o homem de gelo que ela acreditava incapaz de sentimentos genuínos, estava se comportando como um adolescente apaixonado. Estava tentando conquistar Vivian como se ela fosse o maior tesouro do mundo, como se cada sorriso dela valesse mais que todas as ações do Grupo Braga.

Enquanto observava da plateia o espetáculo patético de sua humilhação, Elisa percebeu algo que a enfureceu ainda mais: durante todo o tempo em que interpretaram o casal perfeito, ela, em algum nível obscuro de sua psique, permitira-se acreditar na farsa. Foi feliz naquele relacionamento fictício. Não porque amava Eduardo - o conceito de amor era muito banal para alguém como ela - mas porque na hierarquia social que tanto valorizava, estar ao lado dele a colocava no topo. E ela gostava do topo.

Agora, ver esse mesmo homem se rebaixar, tornar-se "o cachorrinho", de uma mulher como Vivian... era intolerável. Vivian, a neta de um mordomo, a menina sem sobrenome importante, a sombra discreta que sempre estivera ali, nos cantos, esperando. Como ousava ela ser escolhida? Como ousava Eduardo rebaixar-se dessa maneira?

A fúria era um ácido corroendo sua racionalidade. Precisava agir.

Foi pescando informações com velhos contatos que encontrou sua oportunidade. Maurício, o gerente sênior de investimentos do Grupo Braga - um homem de meia-idade com um fraco por mulheres bonitas e um casamento infeliz - sempre fora seu fã. Ela o achava asqueroso, com suas mãos suadas e seu olhar que a desnudava a cada encontro, mas mantivera o contato por precisar justamente de momentos como este.

Encontraram-se em um bar discreto. Ela usou um vestido justo, um decote calculado, um sorriso que prometia tudo e nada.

— Maurício, querido — começou, depois das amenidades iniciais, — estou pensando em um novo projeto. Um documentário sobre investimentos de impacto. Acho que o Eduardo se interessaria, mas ele está tão ocupado com o IPO...

— O Sr. Braga? — Maurício riu, seus olhos percorrendo seu decote. — Ele está imprevisível. Nem para suas reuniões normais tem aparecido. Algumas semanas, sumiu por dois dias - viagem de b**e e volta para o interior, imagine.

Setenta e oito 1

Setenta e oito 2

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