— Pretende tomar banho comigo, Aurora?
Noah não repetiu o convite, apenas tirou a camisa e a jogou no chão sem olhar para mim.
Eu entrei e fiquei parada olhando os músculos das costas dele se contraírem conforme Noah se despia. Passou a mão no sensor e a água saiu quente e forte.
Engasguei quando engoli a saliva e puxei o ar ao mesmo tempo. A tosse me deixou mais vermelha do que eu já estava.
— Fique aí. Não encoste em nada e tire a roupa.
Noah continuou o que estava fazendo enquanto eu me segurava na borda da pia tentando recuperar a respiração.
Quando consegui abrir os olhos outra vez, o corpo dele já estava coberto de espuma, que os respingos insistiam em tirar em linhas que desciam pelos músculos.
Passei a língua entre os lábios.
E obedeci.
Segurei a barra da camiseta com as duas mãos.
Puxei com tanta força que ouvi a costura estalar, fiz o mesmo com o restante da roupa e tentei murchar a barriga e empinar os seios.
Queria parecer bonita.
Mas ele não me elogiou, não olhou para mim, nem mudou o tom de voz. Apenas anunciou.
— Entre.
Me aproximei do box e, quando entrei, fiquei encolhida próximo ao azulejo. Noah pegou o sabonete e começou a lavar minhas costas. As mãos firmes, os movimentos que pareciam mais uma massagem do que um banho.
A espuma se formou densa e com um cheiro bom que me lembrava canela e mel.
Nunca tinha sentido nada nem parecido. Mas a ereção que roçava minhas costas eu já conhecia. Conhecia e amava.
Fechei os olhos quando as mãos de Noah deslizaram por baixo dos meus braços e abrigaram meus seios. Ele estava me dando banho, mas eu só pensava na sensação dos dedos dele roçando meus mamilos.
Aquela era a primeira vez que alguém me dava banho e eu nunca imaginei que fosse tão bom.
Tentei me virar, mas Noah me manteve junto dele.
Um braço em torno da minha cintura e o polegar pressionando minha nuca em uma massagem que me fez fechar os olhos outra vez.
Noah percebeu. Ele parou o movimento com os dedos enterrados no meu cabelo.
— Você fala demais quando acha que está ganhando, Aurora.
Deslizou as mãos pelas minhas coxas e eu gemi antes que ele alcançasse a minha intimidade. Noah deslizou a mão ali. Não foi um toque carinhoso como o que eu tinha recebido em nosso quarto.
Ainda assim, meu corpo reconheceu a voz e o contato, porque a mão de Noah escorregou mesmo sem sabonete.
— Quer mesmo isso, né?
Travei o maxilar, mas não respondi ao fetiche idiota que Noah tinha de me fazer beirar o abismo apenas para debochar do meu desejo.

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