A mesa pareceu encolher com aquele sorriso.
Noah se levantou, ajeitou o paletó e estendeu a mão com uma formalidade que me paralisou.
— Prazer, senhorita Swtz. É um imenso prazer conhecê-la.
— Noah?
Um dos senhores do conselho se levantou assustado e começou a se desculpar.
— Perdão, senhor Blanc, nossa presidente ainda está se ambientando ao cargo. Assumiu a posição recentemente. É a filha mais velha do senhor Antônio Swtz.
Olhei para o lado com a expressão fechada e avisei.
— Estou à frente dessa empresa e sei o que estou fazendo. Sente-se, por favor.
O conselheiro ficou vermelho, não estava acostumado a ser contrariado e isso o deixou sem reação. Sentou-se.
Aurora sustentou o olhar para Noah e apertou os dedos com firmeza.
— Não somos estranhos, senhor Noah, e na Swtz trabalhamos com verdade e transparência. Conceitos raros no mercado e por isso nossos diferenciais. Por favor, sente-se.
Tirei força do núcleo da terra para terminar aquela frase, mas sorri ao final. Quis me sentar, mas Noah continuou segurando minha mão sobre a mesa.
Tentei soltar, não consegui. O aperto era forte e ainda assim não me machucava.
Não queria ser vista com aquela interação, não podia permitir que Noah destruísse a imagem que eu estava construindo na empresa do meu pai.
Sorri.
— Solte o jogo e vamos conversar, senhor Blanc.
Noah soltou minha mão com um olhar de desafio. Conversamos sobre negócios e em cada uma das vezes que eu fazia uma proposta ele contestava como se estivesse me testando minha habilidade.
Quando eu estava prestes a desistir ele simplesmente puxou a pasta com todos os contratos e assinou.
— Pode escolher qual quer dar seguimento. Permaneceremos como parceiros de negócios, senhora Swtz.
Noah se levantou e saiu com os outros dois homens que o acompanharam até aquela reunião.
Os gritos de comemoração ao meu redor chegaram abafados aos meus ouvidos.
— Senhora Swtz! Acabou de salvar a empresa.
Outras pessoas batiam palmas. Os acionistas estavam em êxtase e eu só queria sair dali.
Corri para o banheiro. Meu estômago estava embrulhado.
Mas assim que passei pela porta do banheiro masculino fui puxada para dentro. Soltei um grito, o susto foi tão grande que a náusea passou.
— Noah?
Ele trancou a porta do banheiro e me empurrou para a parede fria. Colou o corpo ao meu.
— Saudade de você, Magricela.
— Me solta!
— Ainda não.
Noah tomou a minha boca de um jeito que parecia querer me devorar, raspou os dentes no meu pescoço.
— Noah...
— Sou eu, Magricela.
Estava com os olhos fechados quando ele puxou minha blusa e os botões cederam com a força.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa Errada do Bilionário Casada por Vingança