— Não.
Noah respondeu sério e aquilo me pareceu estranho. O desejo estava gravado nos olhos dele.
Ainda assim, a resposta foi negativa.
— Mas disse que sabia.
— Eu sei que a criança dentro de você é minha, mas o que sinto por você não vai me colocar embaixo dos seus pés, Aurora.
— Não te quero assim, Noah. Eu te quero para mim.
O silêncio foi minha resposta, mas ainda assim ele me sustentou nos braços e subiu as escadas sem nenhum esforço.
As mãos firmes nas minhas coxas, o corpo quente contra o meu. Eu não sabia se aquilo era abrigo ou prisão.
Mas sabia que Noah controlava cada parte de mim.
Eu o queria e isso bastava
A porta do quarto bateu quando ele empurrou com o pé.
Noah me jogou na cama sem cuidado nenhum, mas antes que eu pudesse respirar ele já estava por cima, abrindo minhas pernas e beijando a parte interna da minha coxa.
— Você escolheu ficar, Aurora?
A voz quase sussurrada contra a minha pele.
— Escolhi.
Ele se ergueu, puxou minha blusa com força.
O tecido cedeu, mas as carícias pararam por um instante. Os dedos dele deslizaram pela minha barriga e no pequeno relevo ele ficou por um tempo.
No lugar onde agora existia algo nosso.
O olhar dele mudou.
Menos raiva. Mais… alguma coisa que eu não soube nomear.
— Meu filho.
Sussurrou como se fosse um segredo.
— Nosso, filho, Noah. Um bebê que não sabe o que é ser Blanc ou Swtz. Só sabe que foi feito com amor.
Ele não respondeu, parecia ter esquecido tudo. A boca dele tomou a minha com uma fome dominante.
Noah não beijava. Ele tomava.
A língua invadindo a minha boca como se quisesse apagar qualquer vestígio de dúvida. As mãos descendo pelo meu corpo, puxando minha roupa, abrindo espaço, tomando posse.
— Não foge de mim de novo.
— Então para de me castigar.
Respondi no mesmo tom.
Ele sorriu. Aquela meia curva que me enlouquecia.
— Só mais um pouquinho. Vai gostar do castigo.
A calcinha foi puxada de uma vez. O ar frio bateu na minha pele, mas durou pouco.
Os dedos dele ocuparam o lugar e me penetraram sem aviso.
Eu estava pronta para receber meu marido. Sempre estava.
Meu corpo respondeu e um gemido escapou fino.
— Ainda assim… desesperada por mim, Magricela?
Ele murmurou contra minha boca. Nem era uma pergunta, parecia que só estava confirmando algo que já sabia.
Os movimentos eram firmes e profundos. Ele sabia exatamente onde me tocar, como massagear o meu prazer. Onde me fazer ceder.
Minhas costas se afastaram da cama. As minhas mãos ficaram presas no ombro dele.
O nome…
— NOAH…
As letras escaparam da minha boca como se fossem a única coisa que eu sabia dizer.
— Noah…
Ele desafiou com uma expressão que me enlouqueceu.
— Olha pra mim.
Abri os olhos.
O olhar dele me prendeu, sempre prendia meu corpo e arrastava minha dignidade na lama.
Faria qualquer coisa por ele. Não era só desejo. Tinha alguma coisa ali que me fez ter medo.
— O que aconteceu ontem?
Perguntei mesmo sem fôlego.

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