Entrar Via

A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 109

POV: AIRYS

— Vou te mostrar o que acontece quando tentam me manipular. — Gritei em ameaça, me erguendo de um salto, os olhos em chamas, o peito arfando, pronta para enfrentar o que quer que fosse aquela criatura maldita. Mas não deu tempo. Outra força me atingiu pelas costas. Um empurrão seco, bruto, acompanhado de uma rajada de vento tão gelada que me estremeceu e fizeram os ossos doerem.

Meus pés vacilaram. O chão sob mim deixou de existir.

A borda.

O maldito penhasco.

Tentei agarrar o ar, algo, qualquer coisa, mas não havia nada. Só o vazio me puxando, a certeza da queda cravando seu gelo dentro de mim. O grito escapou da minha garganta quando fechei os olhos, pronta para o impacto brutal da morte.

Mas ele não veio.

Ao invés, senti dedos quentes, fortes e ásperos envolverem meu pulso com pressão. Uma força que me arrancou do abismo e da morte em um puxão feroz. Abri os olhos em um susto, ainda pendendo sobre o penhasco, e ali estava ele. Daimon.

Seu rosto estava coberto de sangue, os olhos terrosos acesos, intensos, selvagens. O cenho franzido de pura fúria. O corpo nu, exposto, emanando um calor insano. Vibração pura. Brutal. Dominante. Me puxou com facilidade, como se meu peso não fosse nada, como se não houvesse esforço, só pura posse.

Caí contra o seu peito, arfando, o coração batendo tão alto que parecia estar do lado de fora do corpo. Sua pele estava muito quente parecia capaz de queimar, pulsava. O cheiro de sangue fresco e terra invadiu meus sentidos. Suas mãos ainda me seguravam firme, como se não confiasse que eu não fosse tentar cair de novo.

Toquei o rosto dele com os dedos trêmulos. A bochecha manchada, a expressão carregada de algo entre raiva, preocupação e desejo contido.

— Daimon... você está coberto de sangue... está ferido? — A pergunta saiu em um sussurro, quase sem fôlego, sem nem pensar, só pelo reflexo de vê-lo assim, selvagem, intenso... e perigosamente meu.

Ele rosnou. O som reverberou em seu peito nu, onde minha mão ainda tremia. Seus olhos fixos nos meus, os músculos tensionados, os caninos expostos.

— Este sangue não é meu. — A voz dele saiu baixa, carregada, quase animalesca. — Você estava tentando fugir de mim... ou se matar, Airys?

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO