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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 110

POV: AIRYS

Toquei seu rosto, deslizando os dedos para limpá-lo, meus movimentos suaves, infiltrando os dedos em seus cabelos, massageando, sentindo o calor da água misturado ao calor que ele despertava em mim.

Ele desceu os lábios pelo meu queixo, cravando mordidas no pescoço, traçando uma linha ascendente até minha boca novamente. Suas mãos apertaram minha bunda, firmes, dominantes, beliscando, e então, com um tapa seco, me arrancou um gemido arfado contra sua boca. A dor se misturou ao prazer, e meu corpo vibrou em resposta.

— Droga, pequena, você é viciante. — Sua voz saiu rouca, quase um rosnado. Seus olhos selvagens e fixos em mim, predatórios. A intensidade com que me olhava me deixava vulnerável e excitada.

Me colocou de volta no chão, mas não se afastou. Segurou a base da minha nuca, me puxando para um beijo cheio de posse. Com a outra mão afastava os fios molhados do meu rosto. Me encurralou contra o azulejo frio, e desceu a mão por meu pescoço, firme, marcando sua presença sem me machucar, apenas para deixar claro quem estava no controle.

— Sinto o seu cheiro... — Ele sussurrou contra minha pele, com malícia evidente. Sua boca próxima demais, sua respiração quente, arrastada. A outra mão passeava lenta, provocante, contornando meus seios enrijecidos, beliscando os bicos sensíveis antes de arranhar levemente minha barriga. Meu corpo inteiro reagia. Tremores, arrepios, a respiração presa na garganta.

— Sinto seus anseios... seus desejos. Eu sinto tudo...

— Emoções... — Completei, com a voz entrecortada, ainda com seus lábios nos meus. Estava tomada, entregue. Seus dedos me invadiram com firmeza, dois deles, mergulhados em minha entrada pulsante. Os movimentos circulares me faziam perder o controle, seu polegar estimulava meu clitóris com precisão. Agarrei seus ombros com força, minhas unhas rasgando levemente sua pele, deslizando até suas costas largas. Meu corpo arqueava, contorcia, implorando por ele.

— Daimon, eu te quero. — Gemi, a voz embargada, sem conseguir conter mais nada. Ele soltou meu pescoço, mas não se afastou. Pousou a mão ao lado da minha cabeça e se afastou um pouco, apenas o suficiente para me encarar.

Seus olhos estavam semicerrados, sua expressão carregada de desejo bruto, crua. Inclinou a cabeça tombando lentamente, percorrendo o olhar em cada parte do meu corpo antes de voltar ao meu rosto. Seus olhos me devoravam.

— Me mostre! — Ordenou, com firmeza. Sua garra tocou meu queixo, firme, perigosa, me instigando. — O quanto me quer, Airys?

Arqueei a sobrancelha com um sorriso malicioso. O desafio pulsava entre nós. A vontade de dominá-lo, de fazê-lo se render a mim, me incitava. "Vamos mostrar. Faça ele ofegar. Faça ele perder o controle." Meus pensamentos vibravam, e ao que parecia, ele os ouvia, porque suas pupilas dilataram ainda mais.

Empurrei seus ombros e passei por ele. Ele não reagiu, apenas observava. Me virei e o pressionei contra o azulejo. Seu corpo enorme relaxou, as mãos para trás, despreocupado, como se me provocasse.

"Ele duvida da nossa capacidade." Aquilo me atiçou de um jeito insuportável. Peguei o sabonete, comecei a ensaboar seu pescoço lentamente, mergulhando o nariz em sua pele quente, inalando seu cheiro limpo, masculino, que me deixava tonta. Ele não disse nada, mas seu peito arfava, cada vez mais.

Eu ia deixá-lo em pedaços.

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