POV: AIRYS
Eu sentia sua tensão, sua aproximação do ápice. Mas ele me puxou com brutalidade controlada, me erguendo sem esforço. Me virou contra o vidro do box, sem aviso, e abriu minhas pernas com os joelhos. Uma das mãos acariciou minha bunda e, em seguida, um tapa estalou, fazendo-me estremecer com a mistura perfeita de ardor e prazer.
Sua ereção roçou em minha entrada, me arrancando um gemido sufocado enquanto eu apoiava as mãos contra o vidro, arfando. O calor de sua pele contra a minha, a pressão do contato, o som de sua respiração pesada atrás de mim... tudo me deixava insana.
Daimon mordeu minhas costas, os dentes marcando minha pele em uma trilha que subia até meu ombro. Beijou ali, lambeu, mordeu com mais força. A boca deslizou até meu pescoço, onde ele sugou a pele e me fez tremer. Seus dedos se enroscaram nos meus fios molhados, puxando minha cabeça para trás com firmeza, enquanto me invadia fundo.
— Ah... Daimon! — Gritei, a voz embargada de prazer bruto.
— Você sabe como me deixar louco, pequena. — Ele rosnou junto ao meu ouvido, estocando mais fundo, mais rápido. Uma das mãos agarrava meu quadril com tanta força que as unhas cravavam em minha carne, me fazendo gemer ainda mais.
— Minha. — Sua voz veio como um sussurro rouco, uma afirmação possessiva. — Minha Luna.
Estremeci com suas palavras. Elas vieram carregadas com o tom grave de sua fera, como se a própria entidade que existia dentro dele me reivindicasse. Era uma declaração nua, direta, marcada em cada gesto, cada estocada, cada centímetro dele dentro de mim. Nossos gemidos se misturavam e ecoavam pelo banheiro.
Inclinei o quadril para trás, querendo mais, implorando sem palavras por cada nova investida. Apoiei a cabeça em seu ombro largo quando ele colou nossos corpos, o calor entre nós abrasador, o atrito deixando minha pele sensível, à flor. Rebolei, lenta e intensamente contra sua ereção, o sentindo vibrar e rosnar de prazer, apertando minhas coxas, meu quadril, se apossando da minha carne com suas mãos quentes e dominantes.
Virei um pouco o rosto e seus olhos encontraram os meus. Queimavam. Selvagens. Fome e obsessão. Quando sua boca tomou a minha num beijo exigente, rude e cheio de desejo, perdi o fôlego. Seus lábios me consumiam com a mesma voracidade que ele me invadia. Ofeguei contra sua língua, meu corpo inteiro em choque.
Sua mão desceu até minha fenda, estimulando meu clitóris com precisão enquanto estocava com brutalidade calculada, permitindo que eu rebolasse sobre ele, que gritasse seu nome sem vergonha. Estava me desfazendo, escorrendo entre seus dedos, dissolvendo no prazer absurdo que ele me fazia sentir.
Eu era dele. Totalmente dele. E não queria fuga, salvação, redenção. Queria mais.
Chegamos ao ápice juntos, os gemidos entrecortados pela respiração pesada, o corpo de Daimon tremendo contra o meu. Nossos corações batiam em um ritmo frenético, como se quisessem sair do peito. Ele saiu de dentro de mim, ainda ofegante, e me virou com cuidado, me colocando contra o azulejo frio.
Seus dedos firmes tocaram meu queixo, e ele tomou meus lábios num beijo inesperadamente suave, arrastado, lento. Suas mãos subiram e desceram por meus braços até alcançar meus ombros, indo e vindo acariciando com uma delicadeza que contrastava com a selvageria de antes.
Interrompeu o beijo, mas não se afastou. Colou nossas testas, fechou os olhos por um instante absorvendo meu cheiro, o momento, voltando a me encarar em silêncio, tentando recuperar o fôlego. A conexão era crua, inegável, perigosamente íntima.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO