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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 112

POV: DAIMON

Notei seus lábios vacilarem por um breve segundo antes de ela encher os pulmões de ar e erguer o queixo afiado em desafio, fitando-me com aquela audácia cravada no olhar.

— Se são seus inimigos, serão os meus também. — declarou com firmeza, e o som daquelas palavras inflamou algo em meu peito. Um ronronar rouco e feroz escapou da garganta do meu lobo, aprovando com um rosnado baixo, possessivo.

Minha mandíbula contraiu com a intensidade do impulso de puxá-la de volta para mim, de marcar cada centímetro daquela pele que agora pertencia a mim. A forma como ela falava, tão ousada, tão certa, acendia em mim o desejo bruto de tomá-la de novo, ali mesmo. Ela não fazia ideia do que provocava.

Meus olhos pousaram nos dela, naquele tom de mel que agora brilhava com uma clareza suave, resultado direto da maneira como se entregara a mim instantes antes. Eu gostava de vê-la assim: relaxada, saciada... minha. Era viciante. Quase tranquilizador. Quase.

Malik era um completo idiota. Tê-la perdido foi sua maior fraqueza. Eu jamais cometerei esse erro. Não com ela.

Me aproximei, levando meus dedos até seus lábios ainda inchados e vermelhos pelos beijos vorazes que trocamos. Toquei-os com a ponta dos dedos, pressionando levemente enquanto delineava sua forma carnuda, absorvendo cada suspiro entreaberto que escapava de sua garganta.

O som... aquele som baixo e molhado, arfado, misturado a um gemido sutil que escapou dela, provocou uma descarga elétrica percorrendo minha espinha. Meu membro pulsou em resposta.

— Queriam te capturar. — Minha voz saiu baixa, carregada, enquanto meus olhos fixavam cada detalhe da sua reação. Vi as pupilas dilatarem, os ombros se enrijecerem, e os lábios se entreabrirem mais uma vez, mas agora em surpresa.

— Me... capturar? — Ela balbuciou, e a palavra tremia em sua boca. O sabonete escorregou de seus dedos, batendo contra o chão molhado da ducha. Me abaixei para pegá-lo com calma, meus movimentos calculados, sem pressa, ciente da forma como seus olhos me acompanhavam, confusos, vulneráveis. Aquela vulnerabilidade... atiçava o mais selvagem em mim.

Ela ainda não compreendia o quão valiosa era. Mas eu sabia. E todos que a desejassem, morreriam.

— Por que viriam atrás de mim? Como sabem quem sou? — sua voz saiu em um sussurro agudo, quase temeroso.

Ergui o olhar para ela novamente, e mesmo diante da tensão que surgia, mantive o tom firme, baixo, autoritário.

— São excelentes perguntas. — Respondi, colocando o sabonete de volta entre as minhas mãos e retomando o toque em sua pele. A espuma escorria pelo seu corpo enquanto eu deslizava minhas mãos por sua cintura, subindo pelas costas, ensaboando com uma calma cruel, sentindo cada arrepio que brotava sob meu toque.

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