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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 113

POV: DAIMON

Seus dedos pequenos tocaram minhas costas, espalhando o sabonete de forma lenta, quase provocativa. Ela deslizava com cuidado, com ousadia medida, explorando com curiosidade cada centímetro da minha pele.

Fechei os olhos por um segundo, sentindo o contraste da sua suavidade com a minha tensão bruta. Cada toque dela era uma provocação que acendia minha fome.

Sua respiração bateu contra minha pele, e meus músculos retesaram, a fome despertando de novo.

— Vai ficar quieto agora? — ela sussurrou, sua voz com aquele sarcasmo carregado de desejo, de provocação. — Ou está ocupado demais tentando controlar o que sente?

Soltei um riso curto, abafado, entre dentes cerrados.

— Não tenho intenção de me controlar com você. — respondi rouco, virando levemente o rosto para vê-la por cima do ombro. — Só estou esperando você terminar o que começou, pequena.

— Por que acha que me queriam? — A voz dela veio baixa, sussurrada, deslizando pelo vapor do banheiro como um fio de provocação direto aos meus instintos. Senti seus dedos percorrerem meu abdômen de trás para frente, lentos, explorando cada musculo e cada pedaço da minha pele enrijecida. Um grunhido escapou de meu peito, entrelaçado a um gemido rouco. Meu corpo inteiro reagiu ao toque, os músculos retesando sob sua palma, a tensão aumentando de forma cruel.

— Por que você me quis? — completou, com a ousadia na voz contrastando com a hesitação que tremia em seus dedos.

Me virei devagar, olhando diretamente em seus olhos enquanto segurava suas mãos com firmeza. Levei ambas até os meus lábios e beijei seus dedos com intensidade controlada, mantendo o contato visual. Os olhos dela piscaram rápido, como se tentassem decifrar algo que não conseguiam alcançar.

— Por que eu não iria querer você? — murmurei, tombando levemente a cabeça, semicerrando os olhos com sarcasmo e verdade crua. Minha voz saiu baixa, carregada de algo perigoso.

“Ela é confusa... não consegue se ver?” A voz de Fenrir invadiu minha mente, com a mesma inquietação que ecoava em mim.

Como ela podia duvidar?

— Estou falando sério, Alfa. — Airys retrucou nervosa, puxando as mãos do meu toque. Seus olhos estavam firmes, mas o movimento denunciava o caos interno que a consumia. Ela deu um passo para trás, ameaçando sair do box.

Não deixei.

Segurei seu punho com firmeza e a puxei de volta com um movimento brusco, preciso. Seu corpo colidiu com o meu e, em um segundo, estava encurralada contra o vidro do box. Cerquei-a com os braços, minhas mãos abertas e firmes nas laterais da sua cabeça, bloqueando qualquer saída. A respiração dela acelerou imediatamente. O peito arfava contra o meu, os mamilos enrijecidos encostando em mim, a pele úmida colada à minha.

— Me conte. — Ela insistiu, desafiando com a voz embargada. — Por que os testes que fez comigo? Era para me tornar sua Luna? Por que me fez sua? E por que queriam me capturar?

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