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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 114

POV: DAIMON

“Então deveria ter guardado seu amiguinho aí nas calças.” Fenrir riu, sarcástico, e foi impossível não lançar um olhar para baixo.

Ele não estava errado.

Só de pensar nela, minha pele se arrepiava, os dentes coçavam para marcar, as mãos queimavam para agarrá-la de novo. Eu não queria só a ter. Queria deixá-la tremendo de novo. De prazer. De raiva. De mim.

O lobo rugia dentro de mim querendo rasgar o caminho de volta até ela, agarrar sua cintura, morder seu pescoço e fazê-la se lembrar do que era pertencer.

“Meias verdades, meias emoções, Jovem Alfa.” O tom dele era zombeteiro, mas carregava a ferocidade de quem não aceitava metades.

— Eu não minto. — respondi entre dentes, rosnando.

Fitei o espelho novamente, e ali estava ele. Imponente. Selvagem. Fenrir, em sua forma ancestral, surgiu refletido como uma sombra viva atrás de mim. Um lobo colossal de pelagem densa e escura, olhos vermelhos como sangue, brilhando com sarcasmo e fúria contida. Se sentou com postura ereta e dominante, como o espírito alfa que era.

“Omissão não é mentira.”

A voz de Fenrir se arrastou dentro da minha mente com aquele tom arrogante que conhecia bem, porque era o mesmo que costumava usar. Seus caninos à mostra brilhavam sob a luz enevoada do espelho mental, os olhos vermelhos fixos nos meus, como se desafiasse cada centímetro do meu autocontrole.

“Diga apenas o necessário. Sem se aprofundar. Não ainda. Não até sabermos como agir... antes que o tempo se esgote.”

— São as mesmas malditas coisas. — minha resposta veio carregada de fúria, um rosnado bruto e instintivo vibrando no fundo da garganta, reverberando no peito e tensionando meus ombros. — Meias verdades são veneno. Quando essa farsa toda vai acabar?

“Quando eu tiver aquilo que almejo.” Fenrir lambeu lentamente a garra dianteira, como se tivesse todo o tempo do mundo, sem sequer piscar. “E quando a Deusa enfim receber o que deseja.”

Ele me fitava com aquele ar presunçoso de sempre, e mesmo ali, como sombra refletida em minha alma, exalava poder.

“Você veio até mim naquela noite, Daimon. Fez sua escolha. Uma proposta ousada. Sua força me chamou atenção, sim..., mas foi a sua arrogância que selou o pacto.” Fez uma pausa longa, ameaçadora. “E agora pretende fraquejar por causa de uma humana?”

— Não é fraqueza proteger o que é nosso. Ainda mais quando desejamos com tanta ferocidade que a própria carne pulsa por ela. — Ergui o queixo diante do espelho, o maxilar travado, os olhos firmes no reflexo. — Você sabe disso. Ambos sabemos.

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