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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 115

POV: DAIMON

Ela tremeu, os lábios entreabertos, o peito arfando. Seus mamilos estavam rígidos sob a camiseta, e ela sabia que eu percebi. Suas pupilas dilatadas denunciavam o quanto me queria, mesmo tentando manter o tom desafiador.

— Eu... não sei o que você faz comigo. — murmurou, hesitante, e mesmo assim sua voz ainda tinha aquele fundo atrevido que me deixava em chamas. — Mas odeio o quanto meu corpo responde a você, Daimon.

Me inclinei, roçando o nariz na curva do pescoço dela, aspirando profundamente seu aroma, sentindo o calor vibrar entre nossos corpos.

— Não é só seu corpo que responde, pequena. — Rosnei baixo, arrastado, minhas presas roçando sua pele, o desejo latente, pulsando entre nós. — É a sua alma. Você sente isso. Eu sinto.

Ela gemeu, baixo, tentando resistir, mas era inútil. Cada toque meu era uma lembrança de quem ela já era: minha.

— Você me pertence. — sussurrei contra a sua pele, cravando os olhos nos dela.

— Acha que está agindo diferente da minha antiga alcateia só porque não me trancou em uma cela, não me bateu ou me vendeu como gado? — Ela rebateu, firme, insolente, com os olhos faiscando de coragem. Corajosa demais para uma humana tão pequena. Sua respiração estava acelerada, e mesmo que tentasse me enfrentar, eu via, sentia, a tensão vibrando sob sua pele.

Ela tentou se soltar, mas não dessa vez.

Minha mão apertou mais firme seu pulso. Ela arfou, os olhos semicerrados encarando os meus com fúria e algo mais... medo? Desejo? Confusão? Tudo misturado. Eu conhecia bem aquele olhar. Estava prestes a se despedaçar e ao mesmo tempo implorando para que eu a segurasse.

— Está me escondendo a verdade como todos sempre fizeram — ela cuspiu as palavras, mas sua voz falhou no final. — E para quê? Para quando decidir que não sirvo mais aos seus propósitos me descartar? Me vender? Ou seja, lá o que pretende fazer comigo?

Rosnei baixo, a mandíbula travada, o sangue fervendo sob a pele. Me aproximei até que nossas respirações se fundissem.

— Pretendo ter você como minha. — Declarei, a voz grave, dura, carregada de uma verdade que fez seu corpo estremecer. Ela ergueu a cabeça, os olhos arregalados, como se não esperasse ouvir aquilo. — Os testes não foram por acaso. Cada obstáculo, cada confronto... tudo foi para provar a sua essência. Sua alma. Sua força. Sua inteligência. Sua conexão com o meu lobo.

Ela mordeu o lábio inferior, os olhos vacilaram.

— Por quê? — murmurou, a voz falha. — Por que me testar assim? — Estava arrepiada. Os mamilos visíveis sob a camisa fina, seu peito subia e descia em ondas rápidas. — Para ser sua... Luna?

Me aproximei mais, colando meu corpo ao seu, sentindo seu calor, seu perfume. Passei os dedos por sua bochecha quente e corada. Ela fechou os olhos, pesados. Seu corpo se entregava mesmo que sua mente ainda lutasse.

— Uma legítima Luna Suprema. — Sussurrei contra sua pele, tocando o canto da sua boca com o polegar. Seus olhos se abriram devagar, brilhando com lágrimas contidas, os cílios úmidos tremendo. Um gemido preso vibrou em sua garganta. — Você não é só minha por desejo. É por direito. Por destino. Por força. Por tudo o que é.

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