POV: AIRYS
— Cuidado, Daimon. — Ergui os olhos, perdida na intensidade daquelas palavras. Seus olhos, tons terrosos e famintos, me encaravam como se já me pertencesse. — Para sempre é tempo demais para se comprometer com uma humana desconhecida.
— Você não é uma desconhecida. — Ele rebateu, a voz rouca, grave, e ao mesmo tempo suave. Suas presas roçaram minha pele exposta, enviando uma onda de arrepios por minha espinha. — Você é a minha Luna.
Sua mão subiu por debaixo da minha camisa, os dedos quentes e firmes acariciando minhas costas com lentidão. Meu corpo cedeu. Eu estava mole, entregue, completamente dominada por ele. Suspirei alto, virei o rosto para o lado, oferecendo mais da minha pele. Sua boca subiu, soltando rosnados baixos enquanto me marcava com o toque dos lábios e o calor do hálito. Um arrepio atravessou meu corpo inteiro.
Desci as mãos por seus ombros largos, firmei os dedos na lateral de suas costelas e o puxei para mais perto. Queria ele colado em mim. Queria o toque, o calor, a pressão. Sua boca subia devagar pelo meu pescoço, deixando mordidas leves, provocantes, até chegar ao meu queixo. Mordeu ali com firmeza, então tomou meus lábios num beijo exigente, faminto.
Suas mãos, grandes e ásperas, apertavam minhas coxas com firmeza, puxando meu quadril para frente, me empurrando contra ele, contra seu corpo quente e firme. Não havia espaço entre nós. Seu beijo me explorava sem pressa, sugando, mordiscando, aprofundando, ameaçando mergulhar a língua a cada toque. Meu corpo reagia sozinho, arfando, gemendo em expectativa, querendo mais.
— Você é realmente um homem perigoso de se envolver, Alfa. — Sussurrei contra sua boca, provocando um riso grave que vibrou em seu peito e se espalhou por mim. — Está tirando o foco do assunto.
— Não há assunto mais importante do que nós. — Ele declarou, ofegante, deslizando a mão da minha coluna para frente, cobrindo meus seios. Seus dedos pressionaram com firmeza, arrancando um gemido de mim, me empurrando contra o balcão, me curvando sob seu toque. — Do que você, pequena.
Era tão certo nas palavras, que parecia errado.
Daimon sabia exatamente o que dizer, o que fazer e como prender minha atenção. Um predador, um caçador nato. Tão perigoso, tão malicioso e, como minha mente atrevida completou, "delicioso".
Enlacei suas costas com as pernas e puxei seu quadril para mais perto, esfregando nossos corpos. Um choque atravessou meu corpo, e vi em seu olhar que sentiu o mesmo. As garras se cravaram em minhas coxas, e ele tirou uma das mãos do meu seio para abrir a calça, com movimentos firmes. Me puxando mais para a beirada, me aproximando da ereção já rígida. Mordi seu lábio inferior com intenção, esfregando com ousadia. Estremeci ao senti-lo pressionar o início contra mim, provocando.
— Daimon... A panela está no fogo. Vai queimar nossa refeição. — Murmurei, sem forças para resistir ao que mais queria.
Pela Deusa, meu corpo parecia pedir por isso como se cada centímetro pulsasse em resposta. Como se o ciclo de acasalamento gritasse dentro de mim, mesmo sendo humana.
"Com esse homem, quem pode nos culpar?" Minha mente debochou, gemendo junto comigo quando ele afundou um pouco mais.
— Deixe que queime. — Ele rosnou, estremecendo contra minha boca, sem vontade de me soltar. — Minha fome é outra.
Joguei os braços ao redor do seu pescoço e empurrei o quadril mais para frente, cedendo espaço para que ele se afundasse mais. Seu corpo enrijeceu. A respiração ficou pesada, os músculos tensionados. O beijo foi interrompido abruptamente quando seus olhos brilharam em vermelho, com a fera no controle.

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