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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 120

POV: DAIMON

Antes de adentrar o conselho, algo estranho pairou no ar. Instintivamente, fechei os olhos e respirei fundo. Farejei. Havia algo errado. Meus pelos se arrepiaram.

"Essa sensação...", Fenrir rosnou em alerta dentro da minha mente. "Já a sentimos antes."

— Há algo ruim prestes a acontecer. — Falei, com os caninos expostos, a voz baixa e carregada. Symon me olhou com estranheza e deu um passo para o lado, como se quisesse manter distância.

— Alfa? — Ele me chamou com cautela, indicando com a cabeça os pelos da mutação começando a aparecer no meu braço. Minha áurea estava instável, violenta.

— Estou bem o suficiente. — Respondi com firmeza. — Beta, quero todos os guerreiros de prontidão. E mande reforços para minha mansão. A segurança da humana é prioridade absoluta.

Minhas garras estavam longas, afiadas, prontas. As pupilas dilatadas procuravam cada mínima alteração no ambiente. Algo se escondia entre nós, algo que exalava poder bruto e maligno.

— E quanto à confusão aí dentro? — Symon apontou para a porta do salão. De lá vinham rosnados, gritos, discussões exaltadas e sons de coisas sendo destruídas. — Os líderes estão à beira de perder o controle.

— Como animais acuados... — Arqueei uma sobrancelha, estreitando os olhos. — Eles não têm ideia do que está vindo.

— Temem por suas Lunas, até mesmo o mais forte receia perder sua companheira. — Rosnei, sentindo o peito apertado, a tensão vibrando sob a pele.

Entrei no salão principal. Os lobos que brigavam pararam no mesmo instante. O silêncio caiu como um peso. Todos se afastaram enquanto eu caminhava com passos firmes até o meu assento. Me sentei ereta, firme, deixando o poder exalar de mim. Observei cada um com olhar gelado. Vi seus corpos tremerem. O suor escorrendo pelas têmporas. Sentiam medo.

— Vêm à minha casa sem convite... e ainda fazem bagunça? — Minha voz cortou o silêncio com frieza.

— Meu rei, me perdoe, é que... — O alfa Kael tentou justificar, se levantando do terceiro pilar.

Rugido. Alto, imponente. Silenciei-o. Me recostei na poltrona, a cabeça apoiada na mão, olhando para todos com desprezo.

— As portas sempre estarão abertas ao meu povo, Kael. — Continuei em tom firme e cortante. — Mas não aceito que meus líderes ajam como covardes desesperados. Somos caçadores, não presas.

O silêncio se manteve. Suas respirações eram contidas. Todos com as cabeças baixas.

— Rei Lycan... levaram nossa Luna. — Hazin falou com a voz trêmula, quase quebrada. — Minha companheira está grávida e, depois do que fizeram com os nossos filhotes...

Ele ergueu a cabeça. Os olhos vermelhos. Havia dor ali, desespero, fúria contida. Seu lobo chorava dentro dele.

— Receio pelo que possam fazer com ela.

— Iremos achá-las. Juntos. — Declarei com firmeza, estalando os dedos. O ômega se apressou a me entregar as filmagens e os últimos registros. Analisei em silêncio. — Hum... não queriam elas mortas. Isso muda tudo.

— O que está querendo dizer? — Kael se aproximou, indicando com um gesto que queria ver também.

— As outras alcateias devem estar envolvidas nisso. — Hazin rosnou, acusando sem pensar. Sua voz inflamada fez os ânimos explodirem.

Todos começaram a gritar ao mesmo tempo, apontando dedos, rosnando, ameaçando uns aos outros. O salão virou uma arena descontrolada, um caos de egos feridos e medo disfarçado de fúria.

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