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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 148

POV: DAIMON

Vestido preto, justo, abraçando suas curvas como se tivesse sido moldado direto no corpo dela. A abertura lateral deixava à mostra a pele pálida da coxa, convidativa. O decote sutil delineava os seios de forma delicada, mas provocante. Os cabelos castanhos soltos, levemente ondulados, caíam pelas costas com naturalidade, enquanto uma máscara negra escondia parte do rosto, revelando apenas os olhos... verdes, intensos, expressivos. Um contraste absurdo com os lábios vermelhos que pareciam ter sido desenhados para a perdição.

Inclinei levemente a cabeça, repousando o cotovelo no braço do trono e o queixo na mão, enquanto meus dedos vagavam distraidamente pelos lábios úmidos de uísque. Meu cenho se franziu. Ela caminhava como se o mundo ao redor não importasse. O salto dos pés marcava o chão com elegância e precisão. Havia algo no olhar dela. Ardente. Determinado.

Notei o leve estremecer do seu corpo quando nossos olhos se cruzaram. Sorri de canto, arrastando o olhar por suas pernas expostas até o pescoço erguido com orgulho. Ela sempre me fascinava. Sempre.

A mulher parou à minha frente. O salão silenciou por instantes. Murmúrios surgiram em sequência. Ela se inclinou numa reverência elegante, decidida.

— Rei Lycan. — A voz dela soou suave, quase doce, mas havia uma firmeza por trás das palavras. Meus olhos continuaram cravados no corpo dela, que se arrepiou sutilmente sob meu olhar. — Concederia a honra desta dança?

Engoli o restante da bebida de uma vez, sentindo a queimação invadir minha garganta e descer feroz. Coloquei o copo na bandeja ao lado. Stephan se aproximou e pousou a mão sobre meu ombro.

— Senhor... talvez não seja seguro deixar a área de proteção. — Alertou em um sussurro tenso.

Um rosnado grave e gutural subiu do meu peito e vibrou no ar, fazendo com que ele recuasse de imediato, erguendo as mãos em sinal de rendição.

— Ficaremos em alerta — murmurou, se afastando.

Levantei-me do trono com passos lentos, firmes, calculados. A atmosfera do salão mudou. Cada passo meu ecoava como um aviso. Um lembrete de que eu estava ali. Imponente. Selvagem.

Ampliei os sentidos. Inspirei profundamente. Seu perfume era enigmático, doce, com um toque de especiarias e algo a mais... familiar e estranho ao mesmo tempo. Aquilo me irritava. Não conseguir identificar. Não era normal.

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