POV: AIRYS
Daimon apertou meu quadril com força, seus dedos marcando minha pele por cima do tecido fino. Ele deu um passo à frente, me prensando mais uma vez contra a madeira, encostando a testa na minha, a respiração entrecortada, quente, carregada com os músculos tensionados.
— Senti sua falta, pequena. — Sua voz saiu baixa e grave, quase um sussurro rouco, tão intenso e sincero.
Fechei os olhos por reflexo, o corpo reagindo antes mesmo que eu pudesse raciocinar. Um arrepio violento riscou minha espinha, me arrancando um tremor involuntário. Porque eu também senti. Senti cada maldito segundo longe dele queimando na pele, latejando por dentro. Mordi o lábio inferior com tanta força que o gosto metálico do sangue se misturou ao salgado da lágrima que escorreu pelo canto do meu olho. Suspirei, arfando, quando ele tocou meu queixo com firmeza, desfez o nó que formava em minha garganta com um puxar leve para baixo. Seu polegar contornou minha boca devagar, e ele rosnou baixinho, tão perto que senti seu hálito quente.
— Daimon, precisamos conversar. — murmurei com a voz embargada, a respiração curta, erguendo lentamente a cabeça. Nossos lábios estavam a centímetros, a tensão entre nós pulsava como se o ar carregasse eletricidade.
— Não precisa temer, pequena... não irei me descontrolar. — Sua voz veio mais baixa, mais densa. Um sorriso de canto ergueu sua boca antes que sua língua passasse devagar pelos nossos lábios, provocante, umedecendo, como se saboreasse cada pedaço da minha hesitação.
Sua mão desceu por minha nuca, os dedos firmes afundando nos meus cabelos e puxando para trás com autoridade, expondo meu pescoço. Eu arqueei, arfando com o gesto dominador. Ele estava completamente no controle, e minha pele se acendia por isso.
— Fenrir está contido. Não sei o que me deram, mas meu lobo está quieto. Pela primeira vez em anos, estou só... comigo... e com você. — Seu olhar estava denso, possessivo.
— Mais um motivo para se deitar e descansar. Sua ferida é profunda. Improvisei pontos e, sem a regeneração do seu lobo, está vulnerável. Está completamente humano. — Tentei manter a racionalidade, mas minha voz falhava. Gemi baixo quando sua mão livre começou a subir por cima do tecido do vestido. Cada movimento era preciso, lento, proposital.
Seus dedos contornaram meus seios, os mamilos estavam sensíveis, doloridos de tão duros, roçando contra o tecido e contra a ponta quente dos seus dedos. A fricção me arrancou um gemido sofrido. Meu corpo se arqueou involuntariamente, buscando mais.
— Daimon, por favor... precisamos conversar. — Tentei novamente, mas a voz saiu em um sussurro suplicante, mais por desejo do que por razão. Eu estava tremendo sob seu toque, entre o frio da sala e o calor que ele provocava só com a presença.
— Pequena... — Seus olhos se cravaram nos meus, mergulhados no tom terroso intenso que cintilava com luxúria, perigo e fome. — Me contive muito naquele baile para não a devorar ali mesmo.
— Eu engravidei. — soltei de uma vez, antes que me perdesse completamente em seu domínio, em seu aroma maravilhoso e viril que me envolvia, me fazendo pulsar em cada centímetro de pele. Minha voz saiu trêmula, arranhando minha garganta. Daimon pisou surpreso, tombando a cabeça de lado, me analisando com aquele silêncio letal que o cercava. — Tive nossos filhos...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO