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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 157

POV: AIRYS

Minha resposta foi um gemido alto, desesperado, enquanto minhas coxas tremiam ao redor das dele. Ele tombou a cabeça de lado, com aquele olhar predatório e sorrindo faceiro de canto:

— Venha. — Ele grunhiu, a voz baixa e rouca vibrando pelo ar. Saiu do batente com passos pesados, meio cambaleando, mas ainda assim emanando aquela aura brutal que fazia meu corpo inteiro reagir. Fiquei ao seu lado, acompanhando, até ele parar diante da lareira. Seus olhos me lançaram um relance rápido, antes de puxar um pano que cobria um quadro.

O ar sumiu dos meus pulmões.

— Estes são… — Apontei, sem conseguir desgrudar os olhos da imagem. — Não eram gêmeos…

— Não. — Ele rosnou, os dentes rangendo. — Éramos trigêmeos. Raiker, o mais velho. Eu sou o segundo. Klaus, o caçula.

— Por que ninguém nunca falou dos três filhos do Supremo? — questionei ainda em choque, até lembrar do apito do bule. — Já volto. Sente-se, por favor.

Corri até a cozinha e, quando voltei com as xícaras, parei na porta. Daimon estava na poltrona, sem a parte de cima da roupa, a pele marcada pelas cicatrizes, os músculos definidos, as veias saltadas no antebraço e pescoço. A expressão dele era distante, perdida no quadro…, mas o corpo dele, mesmo ferido, parecia pronto para batalha ou para outra coisa muito mais perigosa.

Minhas pernas quase cederam.

Ele era pecado em carne viva.

— Se continuar me olhando assim, coelhinha… — murmurou, os olhos se cravando nos meus. — Eu não vou me importar em estragar seu belo trabalho com os pontos.

Engoli seco, desviando o olhar, sentindo o calor subir pelas bochechas até invadir cada pedaço do meu corpo. Coloquei as xícaras na mesa e me ajoelhei entre suas pernas. Peguei o kit de sutura com as mãos ainda trêmulas.

Daimon estava com a cabeça tombada de lado, apoiada na mão, me encarando de cima. Mesmo ferido, exalava domínio. Imponente. Inatingível. Perigoso. E o pior? Eu queria ser atingida por ele.

Aproximei-me da ferida, me inclinando para frente. Apoiei uma mão em sua coxa para alcançar melhor, e no mesmo instante ele rosnou baixo, um gemido abafado escapando de sua garganta. Sua pele estava quente, pulsante. Eu senti o músculo contrair sob minha palma.

— Gosto dessa visão. — provocou, a voz carregada de malícia. — Pequena, não se fica tão perto assim dessa área se não estiver pronta para lidar com as consequências.

— Dá para ficar quieto? Preciso te remendar. — rosnei, terminando de costurar a pele dele e cobrindo a ferida. — Viu? Nem foi tão ruim assim.

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