POV: AIRYS
Antes que eu dissesse qualquer coisa, ele já estava ajoelhado diante de mim, puxando o resto do vestido pelas minhas pernas, me livrando do tecido molhado com pressa. Jogou no chão sem nem olhar. Seus olhos estavam cravados entre minhas pernas como se me devorasse só com o olhar.
— Precisamos conversar, Daimon... — suspirei, fraca, tentando manter algum controle. Mas minha voz já saía entrecortada de desejo, e ele sabia disso.
— Conversar? — Ele subiu pela minha perna, mordendo minha panturrilha, os dedos apertando minha carne com força, deixando marcas. — Agora? — continuou subindo mais, até morder a parte interna da coxa, sugando, lambendo.
Me arqueei, as mãos agarrando o tecido da poltrona. Arfei alto.
— Droga… — gemi. — Você está me distraindo!
— Estou? — Ele perguntou com sarcasmo escorrendo da língua, antes de deslizar a boca pelo centro da minha calcinha encharcada. Segurei o ar com força, o quadril se jogando para a frente. — Tem noção da fome que eu estou de você?
Mordi os lábios com força, olhando pra baixo, encarando aquela visão devastadora dele ajoelhado entre minhas pernas, com o rosto enterrado na minha intimidade. Ele afastou o tecido e me beijou ali. Um beijo úmido, demorado, com a língua deslizando pelas minhas dobras, explorando cada centímetro.
— Daimon... — sufoquei um gemido, agarrando seus cabelos de novo.
Ele me olhou de baixo, com os olhos cintilando o terroso profundo e predatório.
— Me chama. — ordenou, a voz grossa, vibrando contra minha pele. — Quero ouvir você gemer meu nome até sua garganta falhar.
E então ele me lambeu com fome. De baixo até o topo, sugando o meu clitóris com força, depois mordiscando com a língua afiada, depois chupando mais forte. Me contorci, tremendo, sentindo a pele toda arrepiar.
Minha respiração falhou, o corpo pulsava.
— Alfa… — gemi alto,
— Airys... — A voz dele soou como uma ameaça sussurrada, rouca e carregada de promessas que faziam minha pele queimar. — Vou te devorar por inteira, até você gritar meu nome e nunca mais esquecer a quem pertence. — Suas pupilas dilataram, os olhos terrosos escurecendo, perigosos, com aquela profundidade que me consumia inteira. — Vou sugar cada gota do seu mel, sentir seu gosto escorrendo na minha língua... e você vai implorar pra eu não parar.
— Daimon... — murmurei, trêmula, com a respiração entrecortada, o corpo implorando por ele. Minhas pernas vacilaram quando senti sua boca quente colar no meu centro, beijando como se aquilo fosse sagrado... ou maldito demais pra ser ignorado. Ele sugou meu clitóris com intensidade e logo em seguida afundou a língua faminta dentro de mim.
Gemi alto, sem controle. As pernas se fecharam em volta de seu pescoço como um reflexo desesperado. Meus calcanhares roçaram seus ombros largos, e ele respondeu com um rosnado baixo que vibrou direto na minha intimidade. Suas mãos agarraram minhas coxas, me puxando com brutalidade para a beirada da poltrona. Ele travou minhas pernas com os braços, me obrigando a ficar aberta pra ele.
Seu olhar subiu de relance, selvagem e cheio de malícia. A língua continuou seu trabalho sujo entre minhas dobras, ora lenta e provocante, ora intensa e impiedosa.

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