POV: AIRYS
A palma dele massageou a área sensível logo depois, e então ele se inclinou, beijando minha lombar, subindo com os lábios pelas costas até alcançar meu pescoço. Seus dentes arranharam minha pele. Mordiscou até alcançar meu ouvido.
— Entendo que protegeu nossos filhos... — ele murmurou com a voz áspera, carregada de fúria e desejo misturados. — Mas não te perdoo por ter ficado longe dos meus braços.
Daimon beliscou minha bunda com força, fazendo o ar escapar dos meus lábios. Sua mão deslizou pela minha frente, encontrando meu clitóris com precisão. Começou a massagear em círculos, pressionando, estimulando, provocando. O prazer me atingiu como uma faísca elétrica. Me inclinei mais, arqueando o corpo, buscando o contato, desejando ser completamente tomada por ele.
Seu tórax roçava minhas costas, quente, úmido, forte. Sentia os rosnados vibrarem em seu peito contra minha pele, misturados com seus gemidos roucos, pesados, que me deixavam mais molhada a cada segundo.
— Vou te fazer pagar por cada ano longe de mim. Cada noite em que dormi sem o seu cheiro. Cada maldito segundo sem teu corpo colado no meu.
Sua mão grande agarrou meus cabelos e puxou para trás com firmeza, me obrigando a virar o rosto por cima do ombro. Seus olhos terrosos, escuros e perigosos, me prenderam antes de esmagar seus lábios nos meus. Um beijo bruto, exigente, faminto, que exigia tudo. Ele tomou minha boca com força, língua invadindo, sugando, mordendo meu lábio inferior até que eu gemesse de dor e tesão.
Minhas pernas fraquejaram, mas ele me sustentou com o próprio corpo.
Os dedos voltaram à minha fenda. Duros. Precisos. Estocando com vontade, acelerando até me ver arqueada, tremendo, arfando. Ele sabia exatamente o que fazer. Sabia o ritmo. Sabia como me deixar em frangalhos. E estava se deliciando com isso.
Sua ereção roçava entre minhas nádegas, rígida, quente, latejando, escorrendo desejo. Gemi alto, mordi os lábios, joguei o quadril para trás, implorando por mais.
E então ele parou.
Seus dedos saíram, me deixando vazia. Soltei um gemido de frustração, um protesto manhoso que o fez rir com aquele timbre sarcástico e perigoso.
— Safada. — ele rosnou, divertido, pegando seu membro e passando devagar pela minha entrada, esfregando nas minhas dobras molhadas, deslizando só a ponta, ameaçando invadir.
— Daimon... — sufoquei, sem ar. — Por favor...
Ele se inclinou mais sobre mim, uma mão firme na minha cintura, a outra guiando seu membro. Respiração pesada no meu ouvido, seu nariz deslizou pela minha pele, inalando com prazer. Me arrepiava inteira.
— Me diga, pequena. — Sua voz soou feroz, rouca, carregada de malícia. — A quem você pertence?

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