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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 173

POV: AIRYS

Mas mesmo mudando o assunto, sua mão não saiu do meu rosto. Os dedos ainda tocavam minha pele com firmeza e cuidado. Como se estivesse dizendo, sem palavras, que não ia mais me perder.

Me levantei em um sobressalto, assentindo com um movimento rápido. Mas antes que pudesse alcançar a porta, sua mão agarrou meu pulso com firmeza e me puxou de volta para dentro de seus braços.

O impacto foi imediato. Meu corpo colidiu com o dele, e antes que eu pudesse reagir, sua mão subiu pela minha pele até a base da nuca, onde pressionou com firmeza, obrigando meu rosto a se erguer.

Fui forçada a encará-lo.

— Airys — sua voz saiu grave, mais rouca do que antes, carregada de algo primitivo. — Eu a marquei. E Fenrir também o fará no momento certo. — Seu tom era sombrio, denso, com aquela ameaça implícita que sempre vinha acompanhada do seu olhar feroz. — Você ainda não me marcou, mas somos companheiros. Preciso que confie em mim... para garantir a sua segurança... e trazer nossos filhos de volta.

Minhas pupilas dilataram. Aquilo foi mais que uma ordem. Foi uma entrega. Uma necessidade. Um pedido brutal vindo de alguém que não pedia nada a ninguém.

— Eu sei. — Suspirei, com o peito apertando e aquecendo ao mesmo tempo. — Eu confio em você, Daimon. De corpo e alma.

Vi quando algo mudou nele.

Um brilho diferente surgiu em seus olhos, uma centelha de orgulho, possessão e alívio.

E então, sem qualquer aviso, ele tomou meus lábios.

Foi forte. Selvagem. Impositivo.

Sua boca esmagou a minha como se quisesse gravar ali o gosto do domínio e da conexão. Sua mão se manteve firme na minha nuca, me impedindo de recuar. Minha respiração travou. Arfei em sua boca, sentindo o mundo girar por um segundo, até que me entreguei completamente ao beijo. Ao calor. Ao impacto. À marca invisível que ele deixava a cada toque de sua língua, a cada puxada leve do meu lábio inferior entre os dentes.

Quando ele se afastou, nós dois estávamos ofegantes.

As testas coladas. O ar rarefeito entre nós. Os corações em disparada.

Ele fechou os olhos por um breve instante, inspirando fundo, e sussurrou entre os dentes:

— Não estamos longe das Irmãs Celestes. — Sua voz saiu baixa, mas firme. — Este é o teste mais perigoso, pequena. Não tenha dúvidas do que deseja. Nem de quem deseja.

Abri os olhos, encarando seu rosto tão de perto. Vi ali não apenas o Alfa feroz, mas o guerreiro exausto. O pai. O companheiro.

— Mantenha nossos filhos em mente. — Ele concluiu, roçando o nariz no meu. — E a sua confiança em nós, em seu coração.

— Por que você parece apreensivo com esse teste? — Perguntei por fim, estreitando os olhos. — Todos os outros também tinham riscos.

Daimon soltou um rosnado baixo, abafado, como se o som tivesse escapado involuntariamente de sua garganta.

— Apenas faça o que estou dizendo. — retrucou em um tom seco, autoritário. A voz firme e grave reverberou no ar gelado. Ele beijou o topo da minha cabeça rapidamente, como se isso encerrasse o assunto, e então se afastou.

Girei nos calcanhares, observando as costas largas dele sumindo adiante, os passos pesados abrindo caminho sobre a neve espessa. Resmunguei sozinha e acelerei o ritmo, saltando sobre as marcas que ele deixava no chão, que facilitavam minha caminhada.

Daimon olhou por cima do ombro. Seus olhos me fitaram por um segundo, e, sem dizer nada, ele começou a diminuir levemente o espaço entre as passadas, permitindo que eu o acompanhasse sem precisar saltar. Um gesto simples, mas carregado de intenção.

— Por que ficou bravo? — perguntei, franzindo o cenho. — Está sendo um grosso.

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