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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 176

POV: AIRYS

— O que são esses círculos no chão? — perguntei, franzindo o cenho ao observar as irmãs caminhando em volta das gravuras desenhadas com precisão. Elas murmuravam palavras antigas em uma língua completamente estranha, posicionando duas cadeiras no centro — uma de costas para a outra.

Me aproximei, o corpo em alerta, sentindo uma energia diferente no ar. O tipo de energia que arrepiava a pele, que parecia vibrar sob os pés.

— Alfa... esse idioma...

— Sim. — Daimon respondeu sem desviar os olhos do centro do círculo, mantendo o braço ao redor do meu quadril, firme, como se quisesse me manter ancorada ali. — É dos ancestrais das bruxas. Até mesmo eu sou incapaz de compreender por completo.

Ele inclinou a cabeça levemente, os olhos cintilando em atenção.

— Não precisa ficar nervosa.

— Eu não estou... — menti, sentindo meu corpo estremecer ao aperto mais firme que ele deu na minha cintura como forma de advertência silenciosa. Suspirei. — Ok. Talvez eu esteja um pouco nervosa. Sempre desejei saber mais sobre seu passado..., mas...

— Mas tem medo do que irá encontrar. — completou ele.

Daimon deslizou os dedos sobre minha cintura, fazendo movimentos circulares lentos, massageando com firmeza. O toque dele me dava força. Me fazia respirar. Me dava o controle que eu achava que tinha perdido.

— É estranho dizer isso... — continuei mordendo o lábio inferior. — Mas sempre tive receio de olhar para trás. Como se algo me forçasse a continuar olhando pra frente. Como se fosse perigoso demais lembrar. Eu... — hesitei, engolindo seco, e virei de frente pra ele. — Eu sou uma covarde tola.

Os olhos dele se estreitaram. Daimon ergueu a mão com lentidão, os dedos encostando suavemente em minha bochecha. Acariciou com o polegar, traçando meu rosto até a ponta do queixo, onde pressionou levemente, me forçando a manter os olhos nos dele.

— Não sabemos o que aconteceu para que você carregue tantos receios. — falou, com a voz mais baixa, mas carregada de intensidade. — Mas existe uma origem. Uma fonte. E agora vamos encontrar.

Eu tremia.

Não de medo.

De antecipação.

De tudo o que eu poderia ver... sentir... lembrar.

— Estarei lá com você. — completou, os olhos brilhando com algo feroz, quase possessivo. — Nem mesmo o passado poderá tirar você de mim.

Senti um arrepio percorrer minha espinha. O tipo de arrepio que paralisa... e ao mesmo tempo te faz querer correr de encontro ao perigo.

— Então... o que acontece agora? — sussurrei, sem tirar os olhos dele.

— Agora, Airys Monveil... você volta para onde tudo começou.

Meus olhos vacilaram ao encontrar os dele. Prendi a respiração, engolindo o impulso de sustentar o olhar, e desviei. Não queria que ele enxergasse o que eu não conseguia dizer em voz alta.

— Acha que o seu passado pode me assustar ao ponto de eu querer largar você? — A pergunta dele veio baixa, carregada de uma ironia provocante. Ergui os olhos surpresa. Seu cenho estava levemente franzido, mas havia diversão escondida no tom.

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