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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 196

POV: DAIMON

“Ela acha que montará em outro lobo além de mim?” Fenrir bufou alto, claramente irritado, talvez até com ciúmes. “Ainda é uma humana tola.”

Assenti com a cabeça, deslizando a mão para sua nuca, massageando devagar, firme, mantendo o contato visual.

— E ele não vai tentar me morder ou caçar desta vez? — Sua voz não soava assustada. Havia desejo oculto ali. A loba dentro dela respondia a nós.

Um rosnado grave vibrou em meu peito. Aquecido. Dominante. Puxei-a para mais perto e mordisquei seus lábios saboreando-os, deixando que sentisse o quanto minha fera a queria.

— Não, desta vez, Lobinha! — falei com firmeza, direcionando minha voz à loba dentro dela, sentindo sua essência responder ao meu chamado.

Afastei-me lentamente, os olhos fixos nela enquanto minhas mãos seguravam o cós da calça. Deslizei o tecido pelos quadris, pelas coxas, deixando-o cair até os tornozelos. Meu corpo exposto ao ar frio, mas meu foco estava apenas nela. Airys deu um passo à frente, como se instintivamente quisesse me proteger da visão das outras. Tola. Ninguém aqui tem poder para me constranger.

— Daimon?! — exclamou, o tom carregado de confusão e urgência. Ela tentou me cobrir com o corpo, olhando discretamente para trás. Seu rosto ficou visivelmente ruborizado ao sussurrar. — Você está... pelado!

Arqueei uma sobrancelha, inclinando a cabeça com sarcasmo e provocação.

— Você levará minhas roupas. Não vou rasgá-las na mutação. — Toquei a ponta de seu nariz com um dedo firme, minha voz grave, cheia de prazer em vê-la tão inquieta. — Não precisa ter ciúmes. Ninguém aqui pode sequer sonhar em tocar no que te pertence.

Ela bufou alto, cruzando os braços com um olhar indignado e infantil, revirando os olhos como se isso pudesse esconder o impacto que eu causava nela.

Dei um passo para trás, sentindo Fenrir subir em ondas brutais sob minha pele. Meu corpo começou a se contorcer. Ossos estalando, músculos se expandindo, o calor da mutação queimando de dentro para fora. Um rugido abafado escapou da garganta enquanto minha forma humana desaparecia e o lobo negro e colossal tomava o lugar, resplandecente em poder e domínio absoluto.

Airys hesitou, o olhar fixo em mim, maravilhada e assustada. Suas mãos trêmulas se ergueram devagar, como se temesse tocar algo sagrado. Quando seus dedos finalmente encostaram nos meus pelos, sua respiração prendeu. Ela os deslizou por entre os fios densos, sentindo a textura, a maciez inesperada contrastando com a brutalidade da fera diante dela. Seus dedos se entrelaçaram em meu pelo, com cuidado, ela o apertou levemente antes de acariciar de novo.

— São tão... macios — murmurou, sua voz baixa, carregada de fascínio. Inclinou o rosto e roçou a bochecha em meu dorso lupino, um suspiro escapando de seus lábios. — Tão quente...

Seu toque me incendiava. Fenrir rosnava em aprovação, e meu corpo vibrou com a força contida, feroz. Paciência nunca foi nossa virtude.

— Suba. — ordenei com a voz rouca, grave, carregada de desejo e autoridade. A urgência queimava em mim. — Antes que eu morda!

Ela arfou, os olhos arregalados, o corpo inteiro tremendo com a intensidade da ordem. Um arrepio cruzou sua espinha. Me aproximei e empurrei seu quadril com firmeza, obrigando-a a se mover.

Ela me olhou surpresa, fechando o semblante em seguida, agarrando os pelos com força e subindo com agilidade.

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