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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 198

POV: AIRYS

Fenrir se virou de imediato, seus olhos em brasa encarando os pequenos com atenção. Alec, mesmo com o rosto molhado pelas lágrimas, abriu um sorriso tímido, os olhos brilhando de admiração.

— Ele é realmente um guerreiro poderoso. — disse baixinho, como se estivesse diante de um herói.

— E enorme. — Theron completou, de boca aberta, os olhos arregalados diante da presença imponente do Alfa.

Daimon os encarou com aquele típico olhar predatório. Um sorriso curvou os lábios dele, largo, cheio de confiança. Ele rosnou em direção aos dois, expandindo sua presença Alfa com força total. Sua aura se alastrou como uma onda, densa, esmagadora, empurrando o ar ao redor, estremecendo o solo sob nossos pés.

“Exibido” Ronronou minha loba.

— Nossa! — os dois disseram ao mesmo tempo, arregalando os olhos, completamente surpresos.

Eu respirei fundo, mantendo o foco. O calor da transformação ainda vibrava sob minha pele.

— Onde está o irmão de vocês? — perguntei, virando o olhar para Malik, que já havia se levantado. Estava ao lado do meu pai, rosnando para nós. A hostilidade escorria do corpo dele como veneno prestes a ser lançado.

Alec abaixou os ombros, o olhar ficou pesado.

— Ele ficou para ganhar tempo para a gente fugir. — murmurou, com a voz fraca.

Theron apertou os punhos ao lado do corpo, a tensão nítida. O maxilar trincado.

— Aquele bobão nos protegeu. — disse com raiva e orgulho misturados. — Ficou para trás sozinho.

Foi quando ouvimos.

Um grunhido.

Baixo. Ferido.

Vindo de dentro do galpão.

Meu corpo reagiu antes do pensamento. As orelhas se ergueram, os músculos se enrijeceram.

— Orion! — rosnei forçando a garganta, me virei para o galpão com os olhos em alerta máximo.

Mas meu pai deu um passo à frente.

Cobriu a entrada com o corpo. O olhar dele caiu sobre Malik, que se aproximava em posição de ataque. Ambos rosnaram. As intenções estavam claras.

“Eles não vão deixar você chegar até ele.” Rielly avisou, com um rosnado grave.

— Saia daqui. Eu os seguro. — Rosnou meu pai para Malik. — Você já sabe o que fazer.

Fenrir riu alto com as palavras de Falconi, rosnando entre as presas expostas. O som reverberou como um trovão abafado.

— Airys, minha ex-esposa... — Malik uivou, debochado, os olhos cravados em mim. — Você é cheia de surpresas.

Senti meu estômago revirar de nojo. A voz dele me causava repulsa.

— Malik! — meu pai rosnou, irritado. Mas Malik apenas o ignorou e o encarou com frieza. — Você não tem como vencer o Alfa Supremo.

— Nem você, velho tolo. — Malik rebateu, com desprezo. — Mas sabemos que Daimon Fenrir não sairá daqui vivo hoje.

— É mesmo? — Fenrir estalou o pescoço, lentamente. O som foi seco, seguido por um rosnado arrastado. Sua aura se espalhou, densa, sufocante. Ele falou com sarcasmo: — E será você que vai me derrotar?

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