POV: DAIMON
Rosnei, e então liberei o poder.
A aura Alfa explodiu ao redor.
Sombria. Densa. Mortal.
O ambiente congelou por um segundo. Até o ar pareceu recuar. As sombras se tornaram mais pesadas. Raiker arregalou os olhos, e eu vi, hesitação em seus olhos.
Ele sabia o que estava vindo.
— Chega da reunião familiar. — trovejei, tombando a cabeça de lado, os músculos dilatando, a pele esticando. Minha estrutura crescia para comportar Fenrir, que se manifestava no limite, pronto para rasgar. — É hora da caçada final.
— É mesmo? — Raiker sorriu. Frio. Arrogante.
Mas algo no ar mudou.
Farejei.
E o cheiro veio como uma enxurrada. Sangue estranho. Magia pútrida. Inimigos. Vários.
Bruxas.
Mais presenças começaram a se mover ao redor. Passos. Corridas. Feitiços sendo preparados. O som das folhas se rompendo sob patas e botas.
Estávamos cercados.
— Ainda não é a hora final, irmão. — ele disse, os olhos brilhando com insanidade. — Estamos bem longe disso.
"Não importa quantos venham." Fenrir rugiu com fúria contida, rosnando por entre as presas. "Vamos derrubar todos. Um por um. E depois, rasgamos esse bastardo em nome de tudo que ele destruiu."
Lobos avançavam de todos os lados.
Sem perder o foco, agarrei o rabo de um deles no ar e o lancei com violência contra dois outros que vinham na minha direção. O impacto foi seco, ossos rachando ao colidirem uns com os outros. Corri direto em direção a Raiker, mas os inimigos se enfiavam entre nós como escudos vivos.
Eu os rasgava um a um.
Garras afiadas abriam cortes profundos. Os corpos se dilaceravam sob minhas mãos. Sangue espirrava quente, respingando no meu peito, rosto, nos braços. Os ossos quebravam sob os dedos. Membros arrancados voavam, os gritos de dor se misturando ao som de carne sendo rasgada.
E foi então que vi.
Uma feiticeira de olhos negros como vazio, sorriu e virou uma ampola na boca do meu irmão.
O cheiro me atingiu de imediato. Familiar. Inaceitável.
Aroma adocicado. Vivo. Doloroso.
O mesmo cheiro de Alec.
Meus olhos encontraram o frasco em tom vermelho escuro. Espesso. Repulsivo.
— Você está usando o sangue do meu filho? — rugi, a voz saindo como um trovão. Sem tirar os olhos dele, esmaguei o crânio de um lobo que se jogou contra mim. A cabeça estourou como fruta podre entre as minhas mãos. — Além de não lutar suas próprias batalhas, agora depende do poder de uma criança?
— Ah, irmão... — Raiker sorriu, com escárnio. — Isso aqui é só para deixar mais divertido.

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